Acesso à água potável está transformando a educação em comunidades do semiárido

Cerca de 35 milhões de brasileiros vivem, atualmente, sem acesso à água potável. Essa é uma realidade que afeta diferentes aspectos da vida dessas pessoas, inclusive a educação.

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A escassez de água em escolas pode impactar o cronograma de aulas, ter efeitos negativos na atenção dos alunos e, em caso de má qualidade do recurso, causar doenças como diarreias e vômitos, que prejudicam sua frequência e performance.

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Mas, algumas comunidades rurais no semiárido brasileiro vêm sendo transformadas, graças ao apoio de AMA, marca de água mineral da Cervejaria Ambev, cujas iniciativas já ajudaram a melhorar entre 15% a 40% a frequência de alunos em algumas escolas.

Criada em 2017, AMA tem 100% de seu lucro revertido para projetos de acesso à água potável no semiárido brasileiro. “Na Cervejaria Ambev, consideramos a água nosso bem mais valioso. Por isso, nos comprometemos a melhorar de forma mensurável a disponibilidade e a qualidade da água para 100% das comunidades em áreas de alto estresse hídrico com as quais nos relacionamos. AMA faz parte desse objetivo e é mais um passo em direção ao nosso sonho, de unir as pessoas por um mundo melhor”, explica Richard Lee, head de sustentabilidade da Cerveja Ambev.

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Os projetos apoiados por AMA envolvem iniciativas variadas, dependendo das necessidades de cada comunidade – desde a escavação de poços profundos, passando pela construção de cisternas para armazenamento da água e até sistemas de reaproveitamento da água em escolas.

acesso água transformando comunidades semiárido

“Quando a estrutura da escola não conta com abastecimento constante de água, mesmo que os alunos compareçam às aulas, a atenção é prejudicada. As crianças muitas vezes precisam levar água de casa, para não passar sede ao longo do dia e ter seu desempenho afetado. Existe também uma questão envolvendo higiene e o fornecimento de água nos banheiros, que pode provocar a interrupção no cronograma escolar”, explica Telma Rocha, responsável regional do programa de acesso a água da Fundação Avina, organização parceira da iniciativa.

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“Esses são todos problemas que conseguimos resolver graças ao apoio de AMA, e o projeto possui desdobramentos que incentivam ainda mais o aprendizado e a segurança alimentar dos alunos.”

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Frequência escolar cresce entre 15% e 40% a partir do acesso à água

Em cada escola atendida por AMA, é construída uma cisterna para armazenamento de água e, na maioria delas, foi instalado um sistema para reuso de água. Assim, o recurso utilizado na cozinha, por exemplo, é tratado e reaproveitado para regar hortas e pomares – também implementados pelo projeto.

O alimento plantado serve como incremento à merenda dos alunos, incentivando a criança a frequentar as aulas, além de proporcionar nutrientes importantes para sua formação. Os resultados observados são inspiradores: na EMEF Maurino Rodrigues de Andrade, em Itatuba (PB), houve redução média de 35% nas faltas dos alunos de ensino fundamental. Contabilizando os estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos), o índice atinge 40%.

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Já em Tupanatinga (PE), a gestão da Escola Professora Adelzira Teixeira Cavalcante avalia que a participação dos estudantes aumentou cerca de 15% desde a implementação do projeto. “Até estudantes que não tinham o hábito de se alimentar durante a manhã, têm passado a comer nesse horário, graças à horta e ao pomar. A participação dos alunos já era muito boa e o projeto veio fortalecer ainda mais o vínculo com a escola”, conta Rita Antônia de Santana Silva, professora da instituição.

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Os responsáveis pela horta são os próprios alunos e professores, e as atividades desenvolvidas criam oportunidades de aprendizado valiosas para crianças cujos pais são, em grande maioria, pequenos agricultores. “São projetos que engajam não apenas os estudantes, mas também suas famílias e a comunidade como um todo. Os excedentes da horta, por exemplo, podem ser levados pelas crianças para consumo em casa”, diz Telma.

Desde seu lançamento, AMA já lucrou cerca de R$ 3,5 milhões, que impactaram 31 comunidades, beneficiando mais de 29 mil pessoas.

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Fotos: Reprodução/ONU

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