Diagnosticado com câncer aos 13, adolescente combate doença e descobre vocação com apoio de ONG

Em janeiro de 2019, Aglailton Santos de Souza, de Fortaleza, então com 13 anos, recebeu o diagnóstico de leucemia linfoide aguda. Para sua mãe, Karine, a notícia foi devastadora e a fez passar duas semanas chorando – mas a reação de Aglailton foi diferente. Assim que ouviu a informação da médica, lembrou a si mesmo de que cabelo cresce de novo e disse, com firmeza: “Tá bom, vamos começar”.

A autoestima e a confiança de Aglailton estiveram presentes durante todo o tratamento que realizou na Associação Peter Pan, para onde foi encaminhado após o diagnóstico no Hospital Albert Sabin. E tal comportamento positivo, além de despertar admiração em sua mãe e nos funcionários do hospital, trouxe resultados: após apenas oito meses, o tratamento de Aglailton entrou em fase de manutenção e a frequência das sessões de quimioterapia passou a diminuir.

Planos para o futuro

Hoje, aos 16 anos, ele vai à Peter Pan a cada dois meses, mas mantém contato diário com a equipe e com os amigos que fez por lá. “A gente passa mais tempo lá do que em casa, e somos tão acolhidos e bem cuidados que acabamos criando uma nova família”, conta o adolescente.

Mesmo tendo que se afastar da escola e perder três anos de aula e convivência com os colegas, Aglailton não se sente triste. Ele e a mãe já comemoram a vitória contra o câncer e fazem planos para o próximo ano: O garoto vai completar os estudos e, em seguida, se aprofundar nas áreas de dança e maquiagem, pelas quais é apaixonado e nas quais, com o incentivo das médicas da Peter Pan, percebeu que tem bastante potencial.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Texto: Giovanna Reis
Foto: arquivo pessoal 

Conteúdo publicado originalmente na TODOS #43, em maio de 2022.

Relacionados

Lição de união familiar: “Ao expressar minhas emoções, ajudei meu pai a fazer o mesmo”

Neste depoimento, o jornalista Leonardo da Silva Filomeno, 36, de São Paulo, conta como aprofundou a convivência com o pai depois que passou a...

“Meus pets me motivaram a seguir depois da morte da minha mãe”

Superar um luto é sempre um processo árduo. Ana Luísa Grosso, fotógrafa, de São Paulo, conta, neste depoimento, como a gata Mitzi e a...

+ DO CANAL

“Ajudei as mulheres da minha comunidade a trocar o trabalho pesado da roça pela prazerosa produção de mel”

A organização e a união das abelhas inspiraram Manoel Pessoa de Brito, 66 anos, de Barreiros (PE), a criar um apiário coletivo com as...

“Ao conhecer a dura realidade dos refugiados no Brasil, decidi criar um instituto para ajudá-los”

Em 2006, enquanto fazia um trabalho da faculdade de relações internacionais, o sociólogo Marcelo Haydu, 44 anos, de São Paulo, conheceu de perto a...

“Meus pets me motivaram a seguir depois da morte da minha mãe”

Superar um luto é sempre um processo árduo. Ana Luísa Grosso, fotógrafa, de São Paulo, conta, neste depoimento, como a gata Mitzi e a...

Em vez de envelhecer sozinhos, eles decidiram fundar a primeira “cohousing” para a terceira idade do Brasil

Derrubando tabus sobre envelhecimento, Bento da Costa Carvalho Jr, 75 anos, e Neusa da Costa Carvalho, 73, de Campinas (SP), juntaram um grupo para...

Mãe aos 52, ela inspira outras mulheres a encarar a maternidade tardia

Neste depoimento, a arquiteta e chef de cozinha Madalena Albuquerque, 59 anos, do Recife, conta como superou preconceitos ao decidir ter a filha, Maria...

Instagram