Um relato poderoso de uma mãe que viu o filho vencer a leucemia após 15 anos de tratamento: “ele luta desde os 2 anos”

O Edu é um cara que dá vontade de ser amigo, sabe? A primeira vez que falamos sobre o Edu foi quando ele encontrou um lar para gatinhos de rua mesmo internado no hospital

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O tratamento para a leucemia mieloide, um tipo de câncer que provoca anemia, infecções, sangramentos, febre, começou quando Edu tinha 2 anos.

Edu ficou internado até os 4 anos. Era a criança mais agitada do hospital. Levantava da cama e queria acordar as outras crianças para brincar com ele.

“Nunca foi aquela criança doente que ficava deitadinha. Era muito carismático, falava de mais. Eu lembro que tinha aqueles cavalinhos de madeira e ele ficava balançando o dia inteiro”, conta a mãe Elisa Cardehari.

Edu e Elisa venceram batalha de 15 anos contra leucemia juntos! Foto: Arquivo pessoal

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O menino de Anápolis (GO) que fez uma festa do pijama para o seu bisavô já dá dava sinais claros do adolescente que se tornaria, arrecadando presentes para 52 velhinhos de uma casa de repouso no Natal do ano passado, e do adulto que imaginamos que ele se tornará.

Edu ficou estável dos 4 aos 6 anos. Aos 7, a doença retornou. Novamente, começou a ter manchas pelo corpo. Elisa ficou apavorada.

“Ele voltou a fazer o mesmo tratamento. Ficava um período no hospital, voltava pra casa, fazia quimioterapia.”

Desde novinho Edu ajuda quem mais precisa. Começou no voluntariado cedo. Foto: Arquivo pessoal

Fez campanha de doação de fraldas para crianças vulneráveis. Foto: Arquivo pessoal

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Foto: Arquivo pessoal

Bombeiros doaram 400 bolsas de sangue para Edu, que foi bombeiro mirim. Foto: Arquivo pessoal

Aos 9, Edu fez um transplante de medula e conseguiu ter alta médica. Só teria que fazer tratamentos periódicos de seis em seis meses.

Aos 10, mais uma reincidência. E, mais uma vez, Edu precisou ser forte para suportar a punção lombar, procedimento realizado sem anestesia e, por isso, extremamente doloroso. Até os 15, Edu parecia estar bem novamente, mas teve que ir à luta.

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“Começou a sair sangue de novo pelo nariz. Eu já sabia. Fomos para o hospital. Foi quando ele conheceu vocês do Razões para Acreditar. Ele ficou 22 dias internado, queria sair, e só saiu porque eu assinei um termo de responsabilidade. Tive que fazer o tratamento dele em casa.”

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Mesmo internado, Edu encontrou um lar para gatinhos de rua abandonados. Foto: Arquivo pessoal

Elisa estudou enfermagem

Elisa parou a vida dela pra cuidar do filho em casa. Fez um curso técnico de enfermagem. Sua vontade mesmo era ter feito faculdade, mas optou pelo técnico por ser mais barato. Bastava.

“Me ajudou muito, para dar uma injeção, colocar soro, medicar… Ele ficou muito debilitado.”

“Os piores dramas sempre eram os pós-tratamento. Os efeitos colaterais, a dor da minha mãe me vendo no hospital”, afirma Edu.

Edu queria desistir do tratamento da leucemia

Além da punção lombar, os remédios a base de lítio tiravam o paladar do Edu. Então, ele queria parar com tudo. Continuou por Elisa!

“Milagrosamente deu positivo todos os meus exames. Imunidade normal. Plaquetas e leucócitos de uma pessoa normal. Nunca tinha acontecido isso.”

Elisa ficou sem reação quando o médico disse que Edu estava curado da leucemia.

“Eu não senti absolutamente nada na hora. Não tinha caído a ficha. Eu fui sentir no outro dia. Esses resultados geralmente saíam online, mandavam entregar… Nesse último agora a secretária me ligou dizendo que o médico gostaria de falar comigo.”

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Edu decidiu continuar o tratamento pela mãe. Foto: Arquivo pessoal

“Quando a gente foi no outro dia, cada segundo era uma eternidade, o médico não chegava… Quando ele chegou, eu sentei na cadeira e segurei bem forte pra eu aguentar o que ele ia falar. Eu tinha muito trauma.”

“Ele falou, ‘Eduardo, eu tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que você tá curado, a má é que eu não vou te ver mais’. E assim, a gente não sabia o que falar. A ficha não tinha caído. Eu fui entender no outro dia“, conta Elisa.

Felizmente, a notícia era boa e, certamente, qualquer mãe no lugar da Elisa teria uma reação parecida. É daquelas notícias que a gente espera com os dedos cruzados, mas quando chegam, não sabemos como reagir.

“Foi meu último tratamento. Estou livre. Posso respirar e dar valor a essa chance incrível que é viver!”, agradece Edu, hoje com 17 anos. 

 

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Protegia a mãe de abusos do pai

Edu não teve uma infância como de qualquer outra criança. Além do tratamento da leucemia, precisou amadurecer rápido demais. 

Elisa teve Edu com 15 anos e durante um tempo sofreu violência física do pai do Edu, que fazia de tudo para proteger a mãe.

“Eu lembro que nas cartinhas de Dia das Mães, ele falava assim ‘mãe, eu vou sempre estar aqui pra te proteger’. Era uma coisa que criança não precisava falar. Ele estava ali para me proteger.”

Bullying na escola

Edu sofreu bastante bullying na escola. Os outros alunos pegavam muito no pé do Edu por ele ser franzino, pequeno, e se destacar nas aulas. Depois de um tempo Elisa descobriu que o filho sofria agressões no banheiro da escola.

Problemas em casa e na escola não marcaram negativamente a personalidade do Edu

Com tudo isso acontecendo em meio a um tratamento doloroso para se curar da leucemia, Edu escolheu ser uma pessoa boa.

Com 12, 13 anos, Edu já lia 22 livros por ano. Foto: Arquivo pessoal

“As pessoas falam, ‘que linda a criação que você deu pro Eduardo’. Na verdade, eu não dei. Ele se desenvolveu, tanto é que o irmão mais novo se espelha nele. Miguel vê o que ele faz, o que ele lê. O Eduardo cresceu querendo ajudar as pessoas. As pessoas me falavam de coisas que eu nem sabia que ele fazia.”

Ele foi eleito um dos 50 jovens inspiradores da ONU, em 2017. Foto: Arquivo pessoal

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Sementinha do Instituto EduPaçoca

Uma dessas coisas Elisa descobriu pela diretora da escola do Edu. Ela dava pro filho dinheiro para o lanche, mas Edu usava a mesada para outra coisa.

“Um dia a diretora virou pra mim, e falou ‘o Eduardo não traz lanche’. Eu falei, ‘mas eu dou dinheiro pra ele’. Eu descobri que ele pegava esse dinheiro, comprava ração e dava para os cachorros de rua.”

E criou o Instituto EduPaçoca para resgatar, cuidar e dar para adoção dogíneos e gatíneos retirados das ruas. Foto: Arquivo pessoal

Então, o sonho do Edu de criar um lar temporário para animais de rua, o Instituto EduPaçoca, começou lá atrás, quando ele era um garotinho. Ficamos felizes de fazer parte desse sonho através da vaquinha criada na VOAA.

E desejamos fazer parte de muitos outros, Edu. Você nos inspira!

[Bráulio Bessa manda mensagem especial para menino humilhado por vender trufas para ajudar os pais]

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