Quem disse que africano no Brasil só sendo refugiado? Conheça a história de Vensam Iala!

O Vensam Iala, idealizador do projeto Visto África, é o convidado do nosso 2º episódio do Razões na África. O rapaz, que é de Guiné-Bissau, país localizado na África, e mora no Brasil desde 2010, chegou junto em um papo supergostoso com a nossa queridíssima Sauanne.

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Mas, afinal, o que ele veio fazer no Brasil, minha gente?

  • Será que chegou aqui como refugiado? 👀
  • Veio atrás de oportunidades de emprego? 🧐
  • Cansou de viver o dia inteiro em safaris na África? 🐘

Nada disso! Vensam veio estudar em uma universidade pública e, partir do dia em que chegou aqui, transformou a sua vida.

Africano posa foto sorrindo segurando caneca
Foto: Instagram / @vistoafrica

Uma história cheia de inspiração

No vídeo deste novo episódio, ele conta que a língua oficial de Guiné-Bissau é o português, mas que, além dela, existem outras 30 (TRIN-TA!) línguas nativas na região, sendo o ‘crioulo’ a sua língua oficial. Lá, encontramos o grupo dos Bijagós, responsável por preservar a tradição da cultura matriarcal.

O Arquipélago dos Bijagós é uma das maiores preservações ambientais da costa ocidental africana. E adivinha o que também é muito famoso por lá: o carnaval. Durante as comemorações, os grupos étnicos do país competem de forma saudável e compartilham sua cultura com os espectadores.

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É MUITA CULTURA, GENTE! 😱

Vensam cresceu nesta região, mas, em 2010, decidiu se mudar para o Brasil. Hoje, formado em Letras com especialização em literaturas africanas de língua portuguesa, o ator e modelo político percebeu que, durante alguns discursos e histórias sobre a África, as pessoas acabavam o estereotipando de maneira pejorativa.

Além disso, no bate-papo que tivemos com o rapaz, ele contou sua descoberta morando em terras brasileiras. Ele disse que no Brasil o negro é muitas vezes visto como um “problema” e que, também, apesar da grande quantidade de negros no país, eles são considerados uma “minoria”. Veja!

Como tudo começou

Ao se relacionar com essas questões, Vensam iniciou alguns movimentos de luta para garantir os direitos dos mais vulneráveis socialmente. Foi aí que começou a construir uma narrativa diferente sobre o continente africano, que por vezes é omitida em muitas discussões.

  • A África não é um país.
  • A África não é sinônimo de fome.
  • A África é um lugar cheio de oportunidades.
  • A África é multicultural.

Foi assim que nasceu a Visto África que, por meio vestuários e acessórios, busca desconstruir todo e qualquer pensamento baseado em estereótipos feitos para humilhar e/ou inferiorizar os africanos e seus descendentes. O projeto conta a história do continente sob um olhar verdadeiro e dos próprios africanos.

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Um de seus principais objetivos é deixar bem claro que a África não é um país. Ainda ouvimos muitas pessoas falando “quero conhecer a África”, imaginando que é uma coisa só. SÓ QUE NÃO! É muito mais do que isso: a África é um continente imenso e cheio de coisas lindas para explorar. 🌍

A coleção da Visto África tem de tudo! De camisetas a canecas, de cadernos a almofadas, sempre visando a “luta pela garantia de direitos do povo preto e construindo uma narrativa digna dos povos africanos”.

africano sorri segurando caneca
Foto: Instagram / @vistoafrica

cadernos e botton Visto África
Foto: Instagram / @vistoafrica

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Em conversa, Vensam conta que as pessoas ainda não sabem muito bem o tanto de cultura e riquezas que existem no continente africano. Este fato, muitas vezes, faz com que elas entrem em conflito com a verdade.

Um exemplo que Vensam dá no vídeo são as línguas faladas na África, equivocadamente chamadas de dialetos. Segundo Vensam, essa colocação está errada! Atualmente, os 54 países da África falam cerca de 2.100 línguas diferentes, então, o termo correto a ser usado é ‘língua’ e não ‘dialeto’.

Durante o papo, a Sauanne fez questão de mencionar a resistência da cultura africana que, apesar da colonização, não teve sua essência perdida. “Ter o português como idioma oficial não faz com que as outras línguas sejam deixadas de lado”, pontuou.

Os estudos no Brasil

Antes de chegar aqui, Vensam já era um grande fã do nosso país. Ele e seu pai acompanhavam de perto nossos craques do futebol fazendo história. Aliás, o rapaz já até sonhou em ser jogador profissional, mas acabou não seguindo carreira e usou sua estadia no Brasil para estudar bastante.

Sua escolha pela especialização em literaturas africanas de língua portuguesa na Universidade Estadual Paulista (Unesp) se deu por conta da falta de informação sobre as histórias da África.

Existem muito pensadores, filósofos e historiadores africanos, mas isso ainda não é passado de forma tão clara nas universidades, então, para suprir esta necessidade de conhecimento, Vensam começou sua especialização.

Outra forma que o rapaz encontrou para compartilhar a cultura africana é dançando. Durante a pandemia, ele descobriu que a dança era seu refúgio. Assim, sempre que pode, ele coloca seus artistas africanos favoritos para tocar e dança como se não houvesse amanhã!

Segundo a Sauanne, além de tudo o que Vensam já tem feito, ele também está descontruindo uma outra questão: o homem que dança ou, melhor, ‘o homem que baila’!

“Na verdade, minhas danças são sempre com músicas de cantores africanos, então isso é uma forma de passar uma informação e indicar os artistas da África para quem ainda não conhece e, é claro, é uma forma de me preencher também”, contou o rapaz.

Então, bora pra Guiné-Bissau, meu povo! 💜

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