Início INSPIRAÇÃO Gentilezas Alunos ajudam professora trans a pagar a cirurgia de redesignação sexual

Alunos ajudam professora trans a pagar a cirurgia de redesignação sexual

Os alunos da professora de Português e Literatura Danieli Balbi fizeram uma grande mobilização para levantar o dinheiro necessário para ela fazer a cirurgia de redesignação sexual. Ela se descobriu trans aos 12 anos e há dois iniciou sua transição, começando pela mudança dos seus documentos e nome social.

“Eu precisava da cirurgia e não tinha dinheiro, mas de qualquer jeito, eu tinha de realizar a cirurgia ainda este ano. Aí eu fiz uma campanha direcionada a alguns amigos, fiz um vídeo, disparei pra alguns amigos e familiares e recebi algumas doações. Logo em seguida, eu comecei a realizar alguns empréstimos [bancários] e depois disso eu lancei uma campanha na plataforma Kickante, tudo isso pra conseguir juntar dinheiro e, depois, amortizar as dívidas e os respectivos juros que havia contraído”, disse Danieli em entrevista ao E+.

Dani fez a cirurgia de troca de sexo no dia 22 de julho, paga com os empréstimos que conseguiu. A ideia era que o valor conseguido na plataforma, de R$ 40 mil, servisse para pagar o empréstimo. A cirurgia custou R$ 40,5 mil, na rede particular.

Os alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAP UFRJ) foram fundamentais para a professora realizar seu sonho. Um grupo de alunos do 2º do ensino médio vendeu rifas, enquanto a comissão de organização da festa junina da escola providenciou barracas de vendas. O valor arrecadado, cerca de R$ 6 mil, foi doado integralmente à Danieli.

A professora fez questão de agradecer os alunos pela empatia demonstrada: “Meus alunos são uns queridos, são uns anjos”. Ela conta que em nenhum momento teve problemas com a direção do colégio, que é muito politizado e temas de inclusão estão presentes no dia a dia dos alunos.

Recuperando-se da cirurgia, Danieli espera viver mais aliviada daqui pra frente. “A gente faz a cirurgia porque por trás disso existe um desconforto muito grande, um desajuste de imagem, da autoimagem, e não tem outro jeito a não ser recorrer a esse procedimento”, afirma.

Com informações do ESTADÃO

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