Instituto Federal de Jacarezinho permite que aluno escolha matérias: ‘Eles são os protagonistas’

No Instituto Federal de Jacarezinho, no norte do Paraná, os alunos são protagonistas e gerenciadores de sua própria grade curricular, organizando-a de acordo com seu interesse.

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A proposta inovadora do corpo pedagógico reflete o objetivo dos IFs: a formação técnica e tecnológica com excelência de seus alunos.

Os professores decidiram fazer a mudança na grade curricular há quatro anos, quando perceberam que os alunos estavam sob forte estresse.

“O corpo docente é altamente qualificado, professores com título de mestrado e doutorado, o nível de exigência era muito alto, com trabalhos de conclusão de curso no nível de iniciação científica de graduação”, avalia o professor David José de Andrade Silva, um dos responsáveis pela transformação curricular do Instituto. “Buscamos outras formas de pensar a educação.”

No IF de Jacarezinho, o ensino médio é integrado ao técnico. Assim, os estudantes devem cursar as matérias exigidas pela legislação, mas no novo currículo, eles têm autonomia para escolher o que e quando cursar. Obviamente, esse processo não é solto, pois um professor tutor acompanha as escolhas e orienta seu aluno.

Foto: Arquivo pessoal

“Os alunos são os protagonistas”

“O estudante monta o cronograma de estudos, o que significa que ao final do curso, cada um terá um histórico próprio”, explica. “A individualidade de cada um é respeitada e, ao mesmo tempo, não está desconectada da coletividade, uma vez que cursa matérias com um grupo que tem o mesmo interesse.”

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Os projetos de extensão estimulam os estudantes a levarem para a sua comunidade os benefícios dos seus estudos e pesquisas. Uma turma, por exemplo, desenvolveu um software de mapeamento de problemas urbanos, como focos de dengue na região.

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O Grêmio Estudantil do IF também desenvolve ações comunitárias, como o Balaio Cultural, uma espécie de sarau com oficinas e apresentações culturais de estudantes, professores e da própria comunidade.

Foto: Divulgação

“O aluno que antes passava 5 horas sentado, agora participa da comunidade, também é mais estimulado a pensar, refletir e precisa ter foco para montar estratégias para cumprir a meta de carga horária”, explica David.

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O novo modelo também é bastante interessante para os professores, pois eles podem explorar sua criatividade e elevar o nível de interesse dos alunos pelas aulas. Como a grade é organizada por áreas, os professores de exatas, por exemplo, precisam manter um diálogo constante e fazer um planejamento coletivo.

Por fim, os alunos são acompanhados constantemente, até para investigar os potenciais motivos de desistência. “Temos um protocolo de acolhida, buscamos sempre aperfeiçoar a abordagem.”

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Fonte: R7

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