Estudo brasileiro aponta que folha de pitangueira pode combater Alzheimer

A doença (ou mal) de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica e a forma mais comum de demência. Ela se manifesta aos poucos e agrava-se conforme o indivíduo vai envelhecendo. Seu sintoma mais comum é a perda de memória a curto prazo, com dificuldades crônicas de recordar eventos recentes.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Um novo estudo liderado por pesquisadores brasileiros indicou que a cura para os sintomas do Alzheimer – e até mesmo a cura total da doença – pode estar em uma planta nativa: precisamente, nas folhas da pitangueira (Eugenia uniflora), abundantes na Mata Atlântica.

Ajude uma mãe que cuida de quatro filhos com paralisia cerebral

Os pesquisadores observaram que o extrato das folhas da pitangueira possuem propriedades medicinais antioxidantes e anti-inflamatórias. Por fim, encontraram o chamado efeito neuroprotetor, que pode evitar prejuízos na memória.

árvore pitangueira
Foto: Michael Hermann/Wikimmedia Commons

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

O estudo foi conduzido por mestrandos e doutorandos em Biotecnologia da Universidade Positivo, que tem unidades espalhadas por todo o estado do Paraná.

“O potencial neuroprotetor é proteger os neurônios dentro dos surtos gerados pela doença”, explica Ilton Santos da Silva, professor de pós-graduação em Biotecnologia na instituição. “Quanto mais eles [os neurônios] estiverem protegidos, a doença pode ser prevenida ou até evitada.”

pesquisador folha pitangueira
Foto: Reprodução/Universidade Positivo

Labirinto para roedores

Ilton e sua equipe realizou diversos testes com ratos de laboratório, visando conectar a planta e o efeito neuroprotetor, de acordo com as orientações do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA) e com a aprovação do Comitê de Ética em Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Positivo.

O experimento foi realizado com quatro grupos de roedores – 10 em cada grupo. Um recebeu uma substância que provoca sintomas do Alzheimer, enquanto outros dois grupos, que também receberam a substância, foram tratados por 30 dias com duas doses diferentes de extrato das folhas de pitangueira.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Um último grupo, de controle, foi usado apenas para comparação – ou seja, não recebeu nenhum tipo de substância e nem tratamento.

Leia também:

Ao final dos 30 dias, os ratos passaram por novos testes de memória feitos em um labirinto. Segundo Ilton, uma característica natural desses animais é que eles procuram se esconder em locais fechados quando são colocados em um lugar aberto.

pesquisador apresenta estudo folha pitangueira
Foto: Reprodução/Universidade Positivo

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

No primeiro teste, os ratos exploraram os locais abertos em busca de um refúgio fechado. No segundo e no terceiro, passaram cada vez mais tempo em ambientes fechados. E no quarto, os roedores ficaram praticamente apenas nos locais fechados.

“Isso é um indicativo de memória, que chamamos de memória episódica”, informa o professor. “O rato consegue manter a informação de que no experimento anterior ele já foi mantido naquele local aberto que ele não gosta.”

folha pitangueira
Foto: Reprodução/Universidade Positivo

Ajude uma mãe que cuida de quatro filhos com paralisia cerebral

Avanços em direção à cura para o Alzheimer

Os animais com memórias mais saudáveis escolheram permanecer nos cantos fechados. Essa tendência foi maior nos roedores tratados com o extrato de folha de pitangueira, em comparação com aqueles que não haviam recebido nenhum tratamento.

Assim, aqueles que receberam o extrato da planta tiveram efeitos na preservação da memória mais eficazes do que os que não receberam. “Demos um primeiro passo vendo que os prejuízos de memória foram prevenidos, mas agora queremos entender qual é a origem desse efeito preventivo”, afirma Silva, que afirmou precisar realizar novos testes para chegar a um veredito.

Você conhece o VOAA? VOAA significa vaquinha online com amor e afeto. E é do Razões! Se existe uma história triste, lutamos para transformar em final feliz. Acesse e nos ajude a mudar histórias.

Fonte: Galileu

Quer ver a sua pauta no Razões? Clique aqui e seja um colaborador do maior site de boas notícias do Brasil.

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

MARCAS QUE NOS APOIAM



Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,102,320FãsCurtir
3,089,429SeguidoresSeguir
25,464SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Ensaio fotográfico mostra que crianças nascidas do estupro são belas e merecem respeito

A fotógrafa Patricia Willocq criou a série fictícia “Look at me I am beautiful” (“Me olhe, eu sou bonita”, em tradução livre), a forma que ela encontrou para...

Casal planta 2 milhões de árvores em área devastada para dar lar a 500 espécies ameaçadas

Após anos trabalhando como fotógrafo em Ruanda, em uma época traumática da história da nação africana, o brasileiro Sebastião Salgado voltou para casa, em Minas...

Policiais constroem casa para mulher que cuida das filhas e do pai doente (GO)

Outras pessoas também se comoveram com o caso e estão empenhadas em colaborar com a construção da nova casa de Maristela.

Fundo de R$ 100 mil apoiará pesquisas sobre coronavírus de estudantes sem bolsas

Voltado à pandemia de Coronavírus, o mundo busca diferentes formas de combatê-la diretamente ou amenizar seus impactos na sociedade. Uma das frentes mais relevantes...

Fotos vibrantes e energéticas de uma comunidade de aposentados no Arizona

A fotógrafa norte-americana Kendrick Brinson visitou na região Sun City, no Arizona, uma comunidade de aposentados autogovernada, para fotografar o cotidiano de seus moradores em...

Instagram

Estudo brasileiro aponta que folha de pitangueira pode combater Alzheimer 2