‘Amigos do Bem’ mostram como transformar o sertão nordestino com o poder do amor

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Foto: banco de dados do projeto e Caçadores de Bons Exemplos

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“Como ensinar a pescar em rio seco?”” Essa é uma das frases que Alcione de Albanesi, uma das idealizadoras do projeto Amigos do Bem, disse e que marcou a vida da Iara e do Eduardo, os Caçadores de Bons Exemplos. “A dimensão do trabalho que eles fazem, há quase 30 anos, é quase inacreditável. O que começou com uma vontade de fazer um Natal diferente, se tornou uma comunidade, com cidades espalhadas pelo Nordeste e milhares de vidas transformadas!”, contam impactados.

Era 1993, quando um grupo de amigos decidiu fazer um Natal diferente. Escolheram o
Nordeste como missão e fazer o dia 25 de dezembro daquele povo menos miserável como propósito. No primeiro ano, foram em 20 pessoas e mandaram mais de 1.500 cestas básicas de caminhão para lá. Conheceram vários povoados e durante os próximos 10 anos se dedicaram a fazer esse trabalho todos os natais.

Até que um dia, cruzaram o caminho de uma senhora que, depois de andar 6 km, chegou até eles com as pernas sangrando, implorando por comida. Emocionados com a
determinação da mulher, levaram ela de volta para casa e antes mesmo de entrarem,
escutaram: “Mainha, a senhora trouxe comida!”, parecia um coro feito por crianças que há muitos dias não sabiam o que era comer de verdade.

“Depois de dez anos visitando e achando que cuidávamos daquele povo, nos vimos de
frente a algo que era infinitamente maior do que fazíamos. A necessidade ali era gigante e atemporal, não tinha como voltar para casa sem pensar que deveríamos fazer mais por eles. Até então, deixávamos sim uma marca de amor por onde passávamos, mas não tínhamos conseguido transformar realidades”, afirma Alcione.

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Foto: banco de dados do projeto e Caçadores de Bons Exemplos

O trabalho começou a se transformar, passaram a enviar cerca de cem caminhões todos os anos, cruzando locais de difícil acesso e, assim, mapearam onde a miséria era crítica. Cadastraram os povoados, as famílias, depois compram terrenos e começaram a construir a base de transformação. E aí veio então a primeira Cidade do Bem, em Catimbal, Pernambuco.

“Os lugares que tínhamos escolhido para nossas obras eram abandonadíssimos. A maioria dos moradores nunca tinham tido contato com pessoas de fora. Começamos do zero, com o ingrediente fundamental, que é o amor, e com a boa vontade de muitos”, lembra Alcione.

Com o tempo, os voluntários aumentaram, os sonhos também se tornaram maiores e as cidades começaram a ser construídas em outros lugares do nordeste. Em cada uma delas, são disponibilizados educação, atendimento médico e odontológico e geração de trabalho.

Atualmente, são mais de 75 mil pessoas nos estados de Alagoas, Ceará e Pernambuco. “Muitas pessoas me falam: ‘Mas, vocês não têm que ensinar a pescar?’ Temos, mas em rio seco não se pesca. Primeiro você tem que dar a condição para que as pessoas pesquem”, defende a fundadora do projeto.

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Foto: banco de dados do projeto e Caçadores de Bons Exemplos

“É palpável ver que a teoria deles faz sentido mesmo. Quando você consegue ensinar a
pescar num rio que tem água, vem a grande transformação. Hoje, as crianças daquela
época estão indo para a faculdade. Elas serão os médicos, professores e trabalhadores que darão continuidade ao projeto, e ver esse ciclo do bem acontecendo é o que dá sentido ao nosso trabalho”, afirmam Iara e Eduardo.

“A cada viagem, saio achando que vou levar alguma coisa para eles e me transformo.
Agradeço a Deus pelo que aprendo. Vou deixar para os meus filhos uma herança de amor, de transformação, de ajuda ao próximo. Hoje o Amigos do Bem é a minha vida. Nosso lema diz: ‘Se não posso fazer tudo que devo, devo ao menos fazer tudo que posso’. Eu quero fazer tudo o que devo e tudo o que posso”, ensina Alcione.

Para saber sobre o projeto, acesse:
Site: www.amigosdobem.org
Instagram: @amigosdobem
Facebook: @amigosdobem

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