Câmeras de segurança capturam a maternidade real de três mães

As lágrimas se misturam com o cansaço e muitas dúvidas.


maternidade real
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O problema de romantizar a maternidade é que isso acaba encobrindo a luta das mães para cuidar de seus filhos da melhor maneira possível. O que acontece, e pouco se fala, é um turbilhão de demandas que nem sempre a mãe tem forças para suprir, no tempo em que a criança deseja.

Isso acontece especialmente nas primeiras semanas e meses de vida do bebê. A criação é solitária, mesmo que o pai da criança esteja presente. As mães perdem horas de sono, a quantidade de fraldas que trocam e quantas vezes amamentam o rebento no dia.

E tudo fica mais difícil ainda quando a criança adoece. É um corre-corre para levar o filho para o hospital e, dependendo do quadro da criança, a mãe passa dias no hospital, tendo que conciliar trabalho e filho num dia que tem apenas 24 horas.

Falando assim, até parece que a maternidade é uma coisa ruim. Pelo contrário, ela tem sua beleza, mas, também, é um “osso duro de roer”.

Para mostrar que o que falamos não é exagero, uma empresa americana de segurança doméstica compartilhou um vídeo que mostra a luta de três mães para cuidar dos seus filhos recém-nascidos, através de câmeras de segurança – uma espécie de Big Brother da maternidade. As informações são do Scary Mommy.

“Você sabe, às 10 horas da manhã, você olha para cima, e já são 5 horas da tarde e para onde foi o dia?”, pergunta uma mãe.

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Se por um lado, o parto e a maternidade são diferentes de mãe para mãe, por outro, elas têm muitas experiências em comum. Como conciliar o tempo “para o bebê” e o tempo “para o parceiro”.

“Meu marido e eu estávamos sozinhos com essa pequena criatura que NÃO queria dormir, e ambos não podíamos dormir”, disse Calon M. “Acho que comecei a chorar e ele estava quase chorando, então, eu o mandei para a cama, e sentei, amamentando o bebê e ligando para os meus familiares no telefone, e ele dormiu o suficiente para assumir o controle e me deixar dormir um pouquinho.”

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Stacey S. teve uma experiência neonatal radicalmente diferente. Depois de anos tentando engravidar, ela descobriu que estava grávida de trigêmeos. Infelizmente, apenas uma das crianças sobreviveu, passando quatro meses na UTI. Ter um bebê com uma saúde frágil aumentou o drama da maternidade.

“Tinha medo de deixá-la sozinha em algum momento e me vi a observando constantemente, me certificando de que ela estava bem. Eu já tinha perdido dois filhos, estava paranoica de que algo pudesse acontecer com ela.”

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E, claro, não podemos deixar de falar das mães adotivas – ou, simplesmente, mães que levaram uma criança para a família. Sarah N. não estava presente no nascimento do seu filho – a criança nasceu no meio da noite e com apenas 29 semanas de vida.

“Peguei o primeiro voo”, lembra ela. “Sua mãozinha agarrou o meu dedo, mas ela era tão pequena que não ficava na metade do meu dedo indicador. Saí do hospital por volta das 10 horas da noite, entrei no hotel e desmoronei em um mar de lágrimas.”

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Histórias como as que o vídeo mostra são comuns na vida da mãe de um recém-nascido. As lágrimas se misturam com o cansaço e muitas dúvidas. Mas, o amor materno está ali, presente 24 horas por dia, resiliente, em cada troca de fraldas e amamentação, mesmo quando é mostrado de uma maneira que a maioria das pessoas – com exceção das mães, obviamente – desconhece.

Assista ao vídeo:

Todas as imagens © Canary/YouTube/Reprodução | Capa: Scary Mommy

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