Filho gay conquista aceitação de pais evangélicos, se casa e adota sobrinho

“Com nove meses a primeira palavra que ele disse foi ‘papai!’. Ali caiu a nossa ficha.”


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Conseguir a aceitação e o respeito da família quando se é gay costuma ser uma tarefa difícil, e ainda mais dura quando a família é extremamente religiosa. Essa era a dificuldade enfrentada por Júnior Ribeiro, mas depois que ele conheceu Dave Santos, tudo ficou mais fácil. Eles se casaram, foram abraçados pelas duas famílias e ainda adotaram o filho da irmã de Júnior.

O pequeno Davi, que na história bíblica significa “o amado”, completou um aninho de vida e os papais fizeram uma festa com a presença de todos os familiares.

Sempre achei que ninguém me aceitaria, e isso me machucava demais. Meu maior sonho era me casar, ter filhos e poder receber a família para um almoço (como qualquer ser humano) e isso parecia tão distante… E três anos depois de me assumir, finalmente, consegui. Casei, tenho um filho e essa é a foto do aniversário de 1 aninho dele (foto abaixo) e pra minha felicidade lá estavam a minha família e toda a família de Dave”, disse Júnior.

Uma família enorme e religiosa que segue o maior dos preceitos de Deus: o amor”

Os dois relatam que no começo foi um pouco difícil. As coisas foram acontecendo naturalmente e eles passaram a ser vistos como um casal assim como todos os outros da família de Júnior. ““Meu marido vem de uma família enorme e religiosa que segue o maior dos preceitos de Deus: o amor. Quando eu o conheci, ele estava neste processo de afirmação e aceitação da família. Tive receio de como seria a minha recepção lá. Era um terreno novo que iríamos desbravar juntos, mas eles me receberam de forma muito bonita, como um filho”, disse Dave.

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Foto: Arquivo pessoal

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A família mora em São José dos Campos (SP). Davi é filho da irmã de Júnior. Ele entrou na vida de Júnior e Dave depois que os dois o pegaram para cuidar de uma alergia na pele. A criança, aos poucos, foi se habituando com a nova família até não querer sair mais de perto dos dois. “Com nove meses a primeira palavra que ele disse foi ‘papai!’. Ali caiu a nossa ficha”, disse Dave.

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Foto: Arquivo pessoal

A família de Júnior ficou ainda mais ligada ao casal por esse laço eterno chamado Davi. A criança também convive com os pais biológicos e os outros irmãos. “Ele foi um sopro de alegria, uma parte muito linda da nossa vida, veio no momento em que a gente não esperava e trouxe a luz, foi a mão de Deus”, relatou Dave.

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Foto: Arquivo pessoal

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“É um respeito conquistado com muita luta”

Dave lembra que no começo foi um pouco difícil para ele e Júnior. “Depois de conquistar este título de pai, a gente começou a matar um leão por dia, era muita pressão, as pessoas perguntavam quem era a mãe. Todo mundo tinha uma opinião melhor, sabia como criar melhor, até a gente descobrir que a gente é perfeitamente capaz de tomar nossas próprias escolhas para o nosso filho, que a gente cuida da forma mais incrível da alimentação, saúde, higiene, igual uma família heterossexual”, disse.

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Foto: Arquivo pessoal

Hoje, o casal não enfrenta nenhum tipo de problema, mas ressalta como a luta por reconhecimento foi necessária.

É um respeito conquistado com muita luta. A gente sempre se manteve no casulo, evitava certos lugares, até a gente começar a entender que se a gente trata com naturalidade as pessoas também vão tratar. Temos um papel social muito importante. Uber, supermercado, condomínio, shoppings, berçários, são locais que frequentamos e precisamos ocupar. Os casais homoafetivos precisam se assumir, precisam adotar. Tenham esperança!”, finalizou.

Dave fez um post no Facebook contando sobre essa linda jornada:

“WHAT A JOURNEY!! Em fevereiro desse ano entrei numa locomotiva chamada paternidade, por consequência minha mãe virou avó e a familia toda ganhou uma passagem só de ida com destino a amar e acolher uma nova familia com dois pais e um bebê.
Meu marido vem de uma familia enorme e religiosa que segue o maior dos preceitos de Deus: o amor. E nos braços da nossa família nenhum dedo foi apontado para nós, nossa família é a bilheteira da estação e seleciona os passageiros dignos de participar dessa louca viagem que é a minha paternidade, nosso filho é blindado de todo preconceito e negatividade do mundo exterior, e nós sabemos que isso é um privilégio, nossa vida sem nossa família seria uma viagem muito longa de janelas fechadas.Nossa força vem desse apoio diário e de toda colaboração que recebemos com nossas bagagens emocionais.
Em julho desse ano abrimos uma empresa, resultando em horas de trabalho absurdas, exaustivas e imprevisíveis, poder contar com toda a rede de apoio que temos é mais uma benção pois o serviço de bordo é cinco estrelas. Meu filho fez 1 ano e essa fase linda cheia de insônia, carinho,fraldas sujas,amor,descontrole emocional e o doloroso nascimento de (até agora) sete mini dentinhos só foi fácil e linda graças a essa rede de apoio que nossa família nos proporciona.
Por último e mais importante um agradecimento maior e emocionado ao maquinista desse grande trem da minha vida, o meu amado e dedicado marido @juhribeiro_fnx, um pai em constante mudança e construção, edificando a família, e nos guiando a próxima estação que tem a simples paisagem de três filhos, um golden retriver e uma tartaruga chamada glória em nosso caríssimo apartamento duplex em NY (rs). Meu filho fez um ano e a vida é um eterno começo de férias na praia.”

Família é isso: onde tem amor! ❤🌈❤

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