Rock por Aleppo terá shows com verba destinada às crianças sírias


Rock por Aleppo
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Sabia que uma criança síria de até seis anos de idade nunca viu a paz? É isso mesmo. A guerra no país já dura tempo suficiente para impactar toda uma geração ou, por enquanto, até 7 milhões de meninos e meninas que são frutos da maior crise humanitária do mundo. Com o intuito de não ser mais passivo em relação ao assunto, o diretor de arte brasileiro Christian Laurito resolveu agir e está juntando apoiadores para o Rock por Aleppo, shows de rock no Rio de Janeiro em prol de arrecadar dinheiro para a ONG Save the Children, que atua diretamente no país afetado e aceitou a parceria.

Para Laurito, as imagens de dor e sofrimento causados pelo conflito foram a fonte para mover seus esforços desde dezembro de 2016. “Lembro como se fosse hoje. Postei uma foto da minha filha tomando café da manhã em uma rede social. Era uma foto muito bonita e quando cheguei na agência de propaganda que trabalho ela tinha quase 100 curtidas. Estava super feliz e orgulhoso até que na foto seguinte do meu feed um amigo compartilhou uma foto com três crianças sírias mortas no chão. Senti um choque tão forte que resolvi fazer alguma coisa, contou em entrevista exclusiva ao Razões para Acreditar.

Rock por Aleppo
A equipe de voluntários e Christian agachado à frente

De imediato já começou a agilizar os amigos, a maioria designers, músicos e video-makers, para a mobilização. Vendo o assunto se propagar pela rede, notou que havia um interesse coletivo em ajudar. Assim surgiu o Rock por Aleppo, evento que vai acontecer na Fundição do Progresso, no dia 29 de abril, para arrecadar verbas destinadas às crianças da Síria, através da ONG Save the Children, que tem 98 de atuação global. “Tivemos meses de conversas com a ONG no Reino Unido e com escritório do México, que é quem cuida da América Latina, até que finalmente nos permitissem usar a marca”, comentou. Além disso, quem comprar ingresso meia entrada também pode levar 1 kg de alimento não perecível para doar ao projeto PARES – Programa de Atendimento a Refugiados, da Cáritas do Rio de Janeiro.

Todos toparam no Rock por Aleppo

Mesmo que músicos, profissionais envolvidos e o local escolhido não recebam nenhuma parte do que for arrecadado, o evento ainda precisa de R$ 50 mil para acontecer e Laurito explica o por quê: “a casa é muito grande e os gastos com infraestrutura de um show desse porte são caros. Temos custos fixos com energia, seguranças, médicos, limpeza e uma série de outros gastos que não temos como escapar”. Para suprir essa falta financeira, o grupo organizou um financiamento coletivo. Por R$ 80 o doador garante um ingresso antecipadamente, mas é possível colaborar com qualquer quantia. Depois, serão vendidos apenas pela Fundição Progresso e devem ser um pouco mais caros.

Rock por Aleppo

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Até o momento já foram confirmadas apresentações das bandas Detonautas, Tihuana, The HighJack e Contratake, e do músico Caio Corrêa, do Scracho. O vocalista do Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, e o ator André Ramiro (Tropa de Elite) entram como apoiadores. Laurito contou que mesmo antes de acontecer, a iniciativa já chegou do outro lado do mundo.Recebemos mensagens de bandas sírias, de rock e de rap, agradecendo nossa atitude. Um dos músicos nos contou por videoconferência que estava muito feliz e surpreso por descobrir um show desses no Brasil. Nas palavras dele, ‘pensava que o mundo nos tinha esquecido’.”

Artistas interessados em fazer participação especial são bem vindos e devem procurar a organização do festival. Além disso, também estão a procura de um ou uma mestre de cerimônias para apresentar e conduzir o evento no palco.“Vale frisar que todos os artistas envolvidos no “Rock por Aleppo” toparam de primeira participar do evento destinando seus cachês para o Save the Children”, ressaltou.

Rock por Aleppo

Questionado sobre a mensagem que o evento quer passar, o organizador do festival foi muito claro. “Que guerras são sempre a pior forma de se resolver um conflito. Quem costuma pagar o preço dessas disputas pelo poder são quase sempre civis inocentes, ou o que é pior neste caso, crianças. Sempre foi assim. Quem não se lembra daquela famosa e triste foto da menina correndo nua com o corpo queimado no Vietnã? Essa foto tem mais de 40 anos e parece que nós, como humanidade, ainda não aprendemos nada. Nosso festival é um chamado à ação e ao mesmo tempo um pedido de paz. Nosso tom é de esperança, pois vamos levar ajuda às crianças, que vão sempre representar o desejo de um futuro melhor.

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Fotos: divulgação

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