Após estupro, jovem publica livro sobre adoecimento mental e convida leitor a prestar atenção em quem se ama

Fabrício Rodrigues Afonso é um jovem estudante de Psicologia e escritor que foi dopado em uma festa e estuprado durante quatro horas. Após contrair Covid-19, assombrado pelo medo de morrer, decidiu transformar esta e outras memórias anotadas em um diário num livro.

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O rapaz de 24 anos nasceu e foi criado em Arujá, no interior de São Paulo. Desde muito cedo, as pessoas do círculo de Fabrício diziam que ele tinha o dom de ouvir e que a faculdade de Psicologia parecia ser um caminho natural.

Com a boa nota que tirou no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Fabrício, que se reconhece como pansexual, conseguiu uma bolsa de estudos em uma faculdade particular, em São Paulo.

Fabrício saiu do interior, deixando para trás o pai pedreiro, a mãe faxineira e as duas irmãs, para estudar e trabalhar na cidade grande.

jovem escritor vítima estupra reunido família
Fabrício com sua família. Foto: arquivo pessoal

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O tempo passou e Fabrício, que nunca tinha ido a uma festa, topou sair para comemorar a bolsa que ele ralou tanto para conquistar. Infelizmente, naquela noite, ele passou por um dos episódios mais aterrorizantes de toda a sua vida.

“Eu me tranquei em um lugar escuro dentro de mim mesmo. Eu queria parar tudo. Não tinha mais vontade de continuar. É uma dor que ainda dói, mas bem menos.”

O livro

Após o estupro, Fabrício conta que se sentia bastante sozinho e que uma parte dele tinha sido levado embora. Dando tempo ao tempo, as coisas pareciam andar bem, embora sua cabeça vire e mexe voltasse para as cenas de terror que ele vivenciou.

Nessa época, Fabrício fazia estágio no Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo e foi um dos primeiros do CRP SP a pegar Covid-19, no início de 2020.

diário anotações
Fabrício anotava num diário memórias que viraram livro. Foto: arquivo pessoal

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Além de sintomas como febre e fortes dores de cabeça, Fabrício teve uma redução do parênquima cerebral. Literalmente, perdeu uma quantidade de neurônios, sequela deixada pelo vírus.

“Passei por vários médicos e, mesmo eles falando que não era algo para eu me preocupar, tive medo de morrer. Então, peguei todas as minhas economias e finalmente tive coragem de lançar o meu livro.”

Clarice não Volta (2020) é um romance psicológico e aborda, entre outros temas, adoecimento mental e o tabu do suicídio.

autor livro clarice não volta segurando exemplar
Foto: arquivo pessoal

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“Nada mais é do que o meu reflexo. Eu o trouxe justamente para que outras pessoas pudessem ver que não estão sozinhas. Queria muito naquela época que alguém me falasse as coisas que eu falo hoje. Faço o papel da escuta com todos aqueles que me procuram. E, às vezes, tento ouvir até as pessoas que não me procuram”, conta.

Maior do que o autor, Clarice não Volta é “um desabafo, um grito, uma esperança. Pra mim, pra quem precisar”.

Siga em frente Fabrício, acolhendo e sendo acolhido por aqueles que o leem! 🙏

Para adquirir o livro, você pode clicar aqui e se tiver dúvidas, é só chamar o Fabrício em seu Instagram.


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