Aposentado transforma terreno baldio em área de lazer para sua comunidade

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O motorista aposentado José Luis Passos sabe que a construção de uma cidade melhor depende de cada cidadão, não apenas dos políticos que elegemos – sem tirar a responsabilidades deles, claro.

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Ele transformou um terreno baldio, aqueles depósitos de lixo, em uma área de lazer para os seus vizinhos.

“Era uma área horrível, uma anarquia de lixo e fedor. O caminhão do lixo saía e, dois minutos depois, tinha carroça encostando para largar entulho e animais mortos. Ninguém podia passar por aqui. Quando dava o meu endereço em algum lugar, ouvia sempre “ah! você mora dobrando o lixão ali?”. Cansei de ouvir isso. Me motivou a ter vontade de limpar a área”, disse ao Zero Hora.

O terreno fica na esquina da Avenida A. J. Renner com a Rua Adelino Machado de Souza, na Vila Farrapos, em Porto Alegre (RS).

Ele contou com a ajuda de outros moradores para limpar um trecho de cerca de 100m. “Algumas vizinhas se ofereceram para ajudar, quando me viram com pá e ancinho. Gosto de falar e, aos poucos, vou motivando as pessoas. Tem um veterinário do bairro que me doou parte das flores e das árvores frutíferas. Uma senhorinha trouxe diferentes chás. Ganhei 50 pneus de uma vulcanizadora e outros dez, de uma mecânica. No total, tenho 150 pneus que se tornaram canteiros. Dei o primeiro passo, e a comunidade ajudou.”

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Depois desse trabalho incrível, concluído há três meses, o aposentado ganhou o apelido de “zelador” dos outros moradores. O seu José chama a pracinha que criou, carinhosamente, de pátio.

“Coloquei o meu trabalho neste lugar. Limpei, botei terra, capinei, plantei árvore, botei os pneus e pintei. Todos os dias, venho bem feliz. Gosto de fazer isso. Alguém precisa fazer, ou o lugar voltará a ser lixão. Me sinto satisfeito pelo objetivo alcançado.”

“Meu sonho é ver a comunidade usando este espaço para o bem próprio. Ficarei por aqui até colocar na cabeça das pessoas que não podemos jogar lixo em qualquer espaço. Limpamos a área e assustamos eles (carroceiros e carrinheiros). Eles mesmo vêm aqui com a carroça e dizem ‘pô, como ficou legal isso aqui, tchê! Antes eu botava lixo aqui, agora não boto mais porque vi que tá legal’ Se cuidarmos, a coisa andará e se encaminhará para um final feliz.”

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Texto original publicado por Aline Custódio (TEXTO) e Mateus Bruxel (FOTOS) Agência RBS

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