Casa de repouso usa horta comunitária como “terapia” contra o isolamento de idosos em SP

Uma casa de acolhimento para idosos teve uma excelente ideia para entreter e manter ativa a rotina de dezenas de residentes isolados por conta da pandemia de Covid-19.

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Desde o início da quarentena, que causou a suspensão de visitas, o Asilo São Vicente de Paulo, em Rio Claro (SP), buscou como alternativa terapêutica a criação de uma horta comunitária gerida pelos próprios idosos, que hoje até abastece a cozinha do local.

Os benefícios da horta são muitos: os residentes podem se exercitar, ao mesmo tempo que mantém contato direto (e constante) com a natureza, ao ar livre.

casa de repouso horta comunitária

“Eles pararam de receber visitas e já não podiam mais sair às ruas. A horta nasceu com o propósito de dar aos nossos idosos uma atividade ao ar livre, onde, em contato com a natureza, eles pudessem se sentir úteis e valiosos. Para aqueles com mobilidade reduzida, foram criados canteiros suspensos para que eles também pudessem usufruir desta terapia”, explicou a coordenadora-voluntária Maria Rosa Pereira.

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De acordo com Maria, a casa de repouso abriga 84 idosos. Infelizmente, nem todos podem participar da iniciativa, uma vez que alguns estão acamados ou com a idade avançada demais para se exercitar.

Ainda assim, para a maior parte deles, a horta tem sido uma experiência “que rejuvenesce”. Cada tarefa dada ali leva em conta a condição física de cada um.

casa de repouso horta comunitária

“Posso dizer que eles se sentem renovados e úteis. Pois veem o resultado do trabalho. Sabem que plantaram, colheram e se alimentaram dos produtos. Saliento também que muitos deles já tinham contato com a terra quando jovens, pois vieram de sítios e fazendas”, explicou Maria Rosa.

Os idosos participam de todas as etapas do processo – desde o plantio até a colheita das hortaliças. “Funciona mesmo como uma terapia. Há aqueles que se responsabilizam pela irrigação, alguns ainda conseguem capinar e colher. Mas o foco mesmo foi dar a eles a oportunidade de renovação com o contato com a natureza“, disse.

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“Eu particularmente me emociono muito, pois ali estão pessoas que trabalharam pelo país, criaram famílias, fizeram parte da construção da sociedade que hoje vivemos. E o tempo é fugaz. Poder ver o brilho nos olhos de cada um é gratificante. O zelo com o próximo nos faz um bem indescritível”, complementou.

Em média, cada residente passa 1 hora e meia na horta – a maior parte do tempo, apenas contemplando a beleza que há ali.

Maria Rosa destaca 4 idosos que adoram separar legumes e verduras colhidos – eles fazem isso por puro prazer, muitas vezes sem horários definidos ou programação prévia.

Um deles é o Seu Antônio Casassa, de 94 anos. Esbanjando saúde e disposição na lavoura, ele só encerra o expediente quando o Sol começa a bater forte.

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“Eu trabalho na horta de manhã um pouquinho para fazer exercício e não ficar com o corpo endurecido. Pego de madrugada, enquanto o sol está fresquinho, e trabalho até umas 8h30, 9h. Aí, recolho porque não uso chapéu na cabeça. Nós cultivamos e consumimos. É bastante importante esse trabalho para nós idosos”, disse.

De acordo com o asilo, todas as hortaliças são produzidas da maneira “mais natural possível”, sem uso de agrotóxicos. Aqui são colhidos repolho, alface, acelga, couve, brócolis, rúcula, salsinha, cebolinha, chicória, vage, couve-flor, espinafre e muito mais.

Uma vez por semana, em média, o grupo costuma organizar um piquenique nas sombras das árvores, com música, bate-papo e muita dança. Uma beleza que só! ❤️

“A casa vive praticamente de doações, com a pandemia muitas festas que eram realizadas para arrecadação de fundos precisaram ser canceladas. Graças à solidariedade do povo, a casa se mantém aberta há 110 anos”, concluiu Maria Rosa, acrescentando que a horta abastece a cozinha local e todo excedente é vendido em feirinhas.

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Fonte: ECOA
Fotos: Arquivo pessoal

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