Associação garante segunda chance a ex-detentos, reintegrando-os à sociedade

Depois de rodar o Brasil conhecendo trabalhos sociais e projetos que trabalham para mudar o mundo de forma verdadeira, os Caçadores de Bons Exemplos, Iara e Eduardo, reconheceram que o investimento em crianças e adolescentes é um dos maiores focos das atividades que encontraram, mas não o único.

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Em Itaúna (MG), conheceram a Apac – Associação de Proteção e Assistência a Condenados, coordenada pelo Valdeci Antônio Ferreira. O projeto, que foi criado pelo advogado e jornalista Mário Ottoboni, em São José dos Campos, hoje está espalhado por todo o país.

Foto: arquivo do projeto APAC e Caçadores de Bons Exemplos

“O trabalho que encontramos ali parecia de utopia. Não tinham armas, policiais. Os presos tinham a dignidade de serem tratados como gente e a oportunidade de serem, de fato, reintegrados à sociedade. A transformação era nítida e perceptível a qualquer um que entrasse ali”, afirmam Iara e Eduardo.

Conheça a história da Associação de Proteção e Assistência a Condenados

A primeira Apac nasceu em São José dos Campos, em 1972, e desde que Valdeci
conheceu o projeto e o levou para Itaúna o modelo de trabalho aplicado por eles começou a ser disseminado e servir de inspiração para muitos outros lugares do
Brasil e até do mundo.

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“Era um sonho que descobrimos que poderia ser real. Certamente não foi fácil levar para uma comarca do interior, como é a cidade de Itaúna, um projeto de tamanha grandeza. Foi um trabalho duro de convencimento das autoridades e uma luta para derrubar os preconceitos da sociedade, tirar do inconsciente coletivo aquela ideia ferrenha de que ‘bandido bom é bandido morto’. Não se muda toda uma cultura da noite para o dia, são necessárias décadas, muitas vezes. Foi um trabalho de formiguinha, sem trégua, até convencer as pessoas”, afirma Valdeci.

Mas, mesmo com as dificuldades e lutas diárias para que a desconstrução do preconceito e as barreiras do medo fossem vencidas, aos poucos a Apac de Itaúna foi sendo estruturada, ganhou um terreno, via doação, e iniciou-se uma série de campanhas para construir o Centro de Reintegração Social.

Atualmente, são dezenas de outras Apacs, em diferentes estágios de implantação, em todo o Brasil. São congregadas pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), associação civil de direito privado sem fins lucrativos cuja missão é manter a unidade de propósitos de suas filiadas e assessorar e multiplicar as Apacs.

“Eu não tenho dúvidas de que este século será marcado pela experiência das unidades.
Tanto é verdade, que 23 países do mundo já conhecem a metodologia, que é genuinamente brasileira, e aplicam parcialmente o método em nações nos cinco continentes. Uma Apac não nasce por decreto, não nasce pela decisão desta ou daquela autoridade do poder judiciário, executivo ou legislativo. A Apac é o resultado da sociedade civil organizada que toma consciência do problema prisional, que se cansou dos altos índices de violência e criminalidade e quer dar um basta”, reforça Valdeci.

Foto: arquivo do projeto APAC e Cacadores de Bons Exemplos

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Hoje, o custo de cada preso para o Estado corresponde a quatro vezes mais do que esse
mesmo preso custa para a Apac. Enquanto o índice nacional de pessoas que voltam a
praticar crimes é de, aproximadamente, de 85%, na Apac o nível cai para 8,62%. O método tem transformado prisioneiros em cidadãos, reduzindo a violência fora e dentro dos presídios e, consequentemente, diminuindo a criminalidade e oferecendo à sociedade a tão sonhada paz.

Para saber mais sobre o trabalho da Apac, acesse:
Site: www.fbac.org.br
Facebook: @fraternidadebrasileiradeassistênciaaoscondenados
Instagram: @fbacoficial

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