Após ataques transfóbicos, garoto trans recebe apoio dos amigos e professores

Noah é um garoto trans (foi designado do gênero feminino ao nascer, mas se reconhece no gênero masculino) e recentemente sofreu ataques transfóbicos de uma ex-aluna da sua escola num grupo de WhatsApp.

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Óbvio que Noah ficou profundamente abalado com as ofensas, mas logo elas deram lugar para o amor e carinho dos amigos, professores e da internet! Ele está no segundo ano do ensino médio, num colégio de São Paulo, e tem 15 anos.

Ao Razões para Acreditar, Noah contou que o grupo no WhatsApp tinha sido criado para organizar uma festa: naquele esquema “amigo chama amigo”. Alguém acabou adicionando a autora das ofensas transfóbicas.

[A Ana Paula é uma mulher trans e foi acolhida pela dona de um salão de beleza, após ter sido vista comendo comida do lixo. Tatiana criou uma vaquinha online para ajudar a moradora de rua a recomeçar sua vida do zero, saiba como ajudar aqui.]

Acontece que a adolescente nunca foi com a cara de Noah desde que ele se assumiu trans. Noah não sabe o porquê disso, mas talvez seja por que eles não costumavam conversar muito. Certeza mesmo é que uma coisa não justifica a outra, né? Nada justifica nenhum tipo de opressão.

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garoto trans

“Eu tenho todo apoio da minha família e dos meus amigos. Esse foi praticamente o primeiro ataque sério que eu sofri. Ela começou a mandar figurinhas transfóbicas no grupo. Eu sou um dos organizadores da festa.”

Os amigos da adolescente começaram a defender o indefensável, engrossando o caldo do preconceito. “Continuaram mandando figurinhas transfóbicas e rindo da cara de todo mundo. Então, tiramos todos eles do grupo e deixamos bem claro que qualquer preconceito não seria tolerado.”

E quem disse que eles pararam com os ataques transfóbicos? Foram no grupo de uma outra festa, que Noah tinha esquecido de sair, e continuaram com as ofensas. “Continuaram mandando várias coisas transfóbicas e me marcando nelas.”

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“Até que mandaram uma figurinha, e essa figurinha dizia tipo ‘ah, olha o de pau pequeno’. E essa menina foi e falou ‘ah, pera o Noah nem tem, né, haha’.”

Leia também: Estudantes espalham cartazes contra homofobia na escola após colega sofrer ofensas

Os ataques foram na quinta-feira (21). No dia seguinte, amigos e até os professores da escola fizeram um lindo cartaz com mensagens carinhosas para Noah, formando a bandeira do orgulho trans. Noah também recebeu muitos abraços em um momento de bastante emoção e que ele realmente não esperava.

“Eu realmente não esperava que minha escola fizesse isso. Eu postei no Twitter e Instagram e recebi muito mais mensagens do que eu esperava. Recebi várias mensagens positivas. Óbvio que os preconceituosos estão na internet, mas nada se compara com o amor que eu recebi!”, afirma Noah.

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Leia também: Homofobia e transfobia agora são passíveis de prisão na Suíça

São muitas mensagens de apoio tanto no Twitter quanto no Instagram do garoto. Nos comentários das postagens também há relatos de pessoas trans que sofrem diariamente ataques transfóbicos ou de amigos que passam pela mesma situação.

Ah, se as pessoas soubessem o poder que as palavras têm para ferir – quando elas não terminam em ataques físicos, que matam vidas! O caso de Noah vem à tona justamente num momento em que é discutida a criminalização da homofobia e transfobia. Quantos mais casos como esse vão ser necessários para a criminalização?

Alguns links úteis sobre essa discussão aqui e aqui.

[Nota da Redação]

Opaloka apoia a causa LGBT e é uma parceira do Razões, saiba mais seguindo o perfil aqui.

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crédito das fotos: Arquivo pessoal – Reprodução autorizada pelos responsáveis

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