Instituição oferece atendimento psicológico gratuito para pessoas em situação de rua no Rio

Imagine uma população super vulnerável que precisa de apoio e de encontrar caminhos para recomeçar? Esta é a realidade de muitas pessoas em situação de rua. Pensando nisso, uma equipe de psicólogos voluntários dá assistência individual aos assistidos, por meio de plantões psicológicos. Em 2018 já foram atendidas mais de 25 pessoas. Toda semana chega pelo menos uma nova pessoa, além das já atendidas, em busca deste atendimento psicológico gratuito. Também há oficinas semanais de arteterapia.

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Outras atividades do Instituto Lar:

– Abrigo a alguns assistidos: o LAR acredita que a segurança de um teto é fundamental para que as pessoas consigam recuperar sua dignidade e autoestima. Por isso, dá abrigo para alguns assistidos, à medida do que pode. Atualmente, o LAR mantém um conjugado onde moram 5 pessoas – todas saíram das ruas e, depois de ir para este conjugado, três deles conseguiram trabalhos (formais ou informais). Entretanto, a renda que conseguem ainda não é suficiente e/ou regular para que mantenham uma casa, por isso estão no conjugado. Uma dessas pessoas está em tratamento contra câncer.

– Apoio na busca por trabalho: voluntários do LAR ajudam pessoas em situação de rua a elaborar CVs e a encontrar processos seletivos. Além disso, o LAR sempre pede doação de celulares e chips (afinal, como um empregador poderia entrar em contato com um candidato se este não tiver celular?). Este ano, o LAR ajudou na elaboração de pelo menos 30 CVs. Pelo menos 2 assistidos conseguiram entrar no mercado formal de trabalho com apoio do LAR (elaboração de CV, doação de roupas para entrevista, auxílio no transporte, celular para contato etc).

– Apesar de focar no resgate e reinserção das pessoas, o LAR também dá uma ajuda mais \”imediata\”: quinzenalmente aos sábados, oferece café da manhã, almoço e banho para pelo menos 40 pessoas. Este trabalho é feito em parceria com o CVV – Centro de Valorização da Vida. História de alguns assistidos

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– Após ser acolhido pela instituição, um dos assistidos iniciou um tratamento de dependência química e hoje atua como voluntário do Instituto. Ele está fazendo graduação de matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO).

– Um assistido que está no conjugado foi para o LAR muito doente. Estava em estado avançado de tuberculose. Foi prontamente acolhido e acompanhamos o tratamento. Hoje, está recuperado da doença. Ele tem curso de cozinha industrial, mas ainda não conseguiu emprego. Por enquanto, faz cocadas artesanais para venda. – Mais um caso: o LAR dá assistência a um canadense. Ele trabalhava aqui no Brasil como professor de inglês, mas perdeu todos os documentos e estava nas ruas, sem dinheiro, sem trabalho… O LAR acolheu este homem e, com muito custo, fez contato com a embaixada do Canadá para rastrear alguém da família dele no país. Assim, conseguimos a certidão de nascimento dele, e então poderemos fazer o passaporte para que ele possa retornar ao Canadá. Ele fala português.

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