Garoto autista começa a conversar após fazer terapia com cães

Com a ajuda da cinoterapia, a terapia realizada com o auxílio de cães, promovida pelo Projeto Bicho Terapeutas, o menino Raylon Lomeu, 8 anos, começou a falar e a se socializar com sua família e amigos.

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Os cachorros Nino, Thor e Tacha auxiliam crianças e adultos durante sessões de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia realizadas na rede pública de Morrinhos, no sul de Goiás.

“Com a presença do cão, a gente consegue que ele se comunique, fale com a gente, dê respostas, faça perguntas, coisas que não fazia. A criança fica mais espontânea, à vontade. Foi um resultado incrível”, afirma a fonoaudióloga Meiriely Duarte Silveira, responsável pelo tratamento.

[Aos 23 anos, o Julio, que tem autismo severo, precisa ser amarrado em momentos de crise. Também por falta de tratamento ele parou de falar há muitos anos e precisa de um acompanhamento em clínicas e psicoterapeutas. Queremos custear um tratamento pra ele e comprar moveis para a família em Fortaleza (CE) viver um pouco melhor. Contribua aqui.]

Garoto autista começa a conversar após fazer terapia com cães em Morrinhos (GO)
Raylon Lomeu começou a falar após as sessões de fonoaudiologia e terapia da Meiriely Siveira acompanhadas pela Tacha em Morrinhos, Goiás.. Foto: Paula Resende/ G1

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Cinoterapia

A cinoterapia é muito utilizada em crianças com problemas psicológicos, problemas de relacionamento social ou afetividade (autismo, por exemplo) ou distúrbios de aprendizagem.

Um estudo realizado com crianças de 3 a 10 anos observou que aquelas que convivem com cães são mais afetuosas, com menor grau de agressividade e um bom nível de relacionamento social.

José Ricardo Dias Lomeu, pai de Raylon, diz esperar uma ‘evolução constante’ do filho. “Eu me sinto confiante que ele vai melhorar sempre. Cada dia uma coisa que ele faz é uma conquista para nós. Espero que seja independente, consiga se defender”, disse.

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A professora Aline Camargos, docente do curso de zootecnia do Instituto Federal Goiano, criou o Projeto Bicho Terapeuta em 2014. De lá pra cá, 30 pessoas foram atendidas pelos cãezinhos, das quais 12 ainda fazem terapia com os animais, uma vez por semana. São seis meses de tratamento.

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A estudante Rayssa Vieira, 15 anos, nasceu com hidrocefalia e teve os movimentos prejudicados por causa de uma lesão na coluna. Os cães são como um espelho para ela durante as sessões de terapia ocupacional. “Aqui, a gente realiza a escovação do pelo do cão e, depois, a gente traz isso para a atividade do dia a dia, que é pentear os cabelos”, explica a terapeuta ocupacional Natasha Azeredo.

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Rayssa Vieira esbanja alegria durante as sessões com os cães. Foto: Paula Resende/G1

À medida que Raylon e Rayssa aprendem a se movimentar, o aposentado Arnaldo Vieira, 75 anos, tenta ganhar força para movimentar seus membros novamente. O idoso sofreu um AVC em 2011 e perdeu a força do braço e perna esquerdos. Ao invés de levantar peso, Arnaldo levanta o Nino.

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Arnaldo Vieira Ramos caminha guiado pelo Nino nas sessões de fisioterapia com Rogério de França Martins. Foto: Paula Resende/G1

Ao longo dos primeiros meses de tratamento, os resultados surpreendem alunos e professores do projeto.

“Os animais entram acelerando o processo de ganho de saúde. Me sinto realizada de ver o ganho dos pacientes e, não só dos pacientes, percebo que os alunos que eu trago evoluem muito como cidadãos. A gente percebe que o aluno que está ajudando é alguém que também precisava de ajuda”, destaca Aline.

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Professores, alunos e profissionais da saúde participam do projeto Bichos Terapeutas. Foto: Paula Resende/G1

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Fonte: G1

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