Homem compra bandolim, encontra mais de R$ 3 mil e entrega ‘herança’ à filha do ex-dono

Você quer se impressionar com uma história? Então acompanhe essa até o fim porque é surpreendente.

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Um engenheiro, presidente de uma grande empresa de São Paulo, se aposentou e decidiu que iria pegar o dinheiro que recebeu para comprar instrumentos e se dedicar à música.

Então, ele comprou piano, violoncelo e um bandolim pela internet. Dentre as muitas sensações e surpresas que ele poderia ter com os instrumentos, uma nunca passou pela sua cabeça. O bandolim chegou e dentro da caixa, ele encontrou nada menos que R$ 3.150,00.

bandolim em bolsa junto com dinheiro e nota fiscal sobre sofá
Dinheiro estava dentro da maletinha do bandolim. Foto: Arquivo pessoal

“O instrumento chegou e ficou guardado por uns dias. Depois eu comecei a tocar com um amigo e ele falou para abrir uma espécie de gaveta que tem na bolsa. Quando abri tinha uma sacola de supermercado. Pensei que era alguma palheta, mas lá estava o dinheiro, bem guardadinho”, disse Eugênio Singer.

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Notas estavam guardadas de forma especial

Além da surpresa por encontrar o dinheiro, o que mais chamou a atenção de Eugênio foi a forma como as notas estavam guardadas. É intrigante e mágico ao mesmo tempo.

As cédulas estavam separadas em bolinhos de sete em sete. Eram 21 notas de R$ 100 e 21 de R$ 50. “As notas de dinheiro remetiam às notas musicais. Não sei! Incrível isso, né?”, disse Eugênio.

notas de dinheiro em bolsa bandolim
Dinheiro estava guardado de forma bastante curiosa. Foto: Arquivo pessoal

Comprador foi em busca da vendedora para entregar ‘herança’

Eugênio ficou intrigado com a situação e decidiu procurar o vendedor para explicar o que aconteceu e devolver o dinheiro. “Eu queria entender de quem era aquele dinheiro. Fiquei receoso do vendedor ser um atravessador, queria chegar ao ex-dono do instrumento”, explicou.

Pela nota fiscal da primeira compra que veio junto com o bandolim, ele chegou até Jussara, filha do seu Jorge Miguel dos Santos, primeiro dono do instrumento e que havia morrido há 45 dias.

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nota fiscal compra bandolim
Seu Jorge Miguel tinha comprado o bandolim em 1996. Foto: Arquivo pessoal

“Busquei saber a história e a relação dele com o bandolim e ela me explicou que o pai era um servidor público humilde, que quando completou 50 anos decidiu tocar”. Que sensacional, história parecida com a do Eugênio né?!

Foi aí que Eugênio disse: “Eu tenho uma surpresa pra te contar… Seu pai fez as economias dele e deixou uma herança pra você no bandolim, mais de R$ 3 mil“.

Jussara, que mora em Vitória (ES), ficou surpresa e maravilhada com aquilo. Quem não ficaria? O pai tinha deixado esse dinheiro antes de partir em um objeto cheio de valor sentimental para ele.

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Jussara tinha vendido o bandolim porque o pai tinha deixado cinco instrumentos. “Só vendi porque acho um pecado perder um instrumento no canto da casa. Vi nele a oportunidade de dar seguimento à beleza de quem gosta de música. A música não pode parar. É um pecado deixar parado estragando quando pode realizar alguém apaixonado por música”, disse ela.

Com a venda, ela recebeu uma grana, mas por ironia do destino, tinha dinheiro dentro do instrumento.

“Meu pai era idoso. às vezes pode ter reservado esse dinheiro para fazer algum reparo nos bandolins que tinha e esqueceu… Na realidade, eu não tenho como deduzir de fato, porque a família o deixava muito à vontade nas decisões dele”, disse Jussara.

Idoso sentado cadeira plástico tocando bandolim
Seu Jorge Miguel era o dono do bandolim. Ele morreu há 45 dias. Foto: Arquivo pessoal

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E o melhor de tudo é que o comprador estava devolvendo o dinheiro. “Num país devastado pela ausência de valores, onde a honestidade deveria ser apenas uma virtude, eu achei o gesto nobre. Dinheiro é sempre bem-vindo”, disse ela.

Eugênio comprou outro bandolim da família

Depois dessa história toda, Jussara disse a Eugênio que o pai tinha deixado mais bandolins em casa. Ele ficou tão encantado que decidiu comprar mais um instrumento à família.

bandolim em pé frente bolsa fundo laranja
Eugênio comprou outro bandolim de seu Jorge Miguel a Jussara. Foto: Arquivo pessoal

“Comprei porque fiquei sentimentalmente ligado à ação dele de gostar de música tardiamente e de botar o dinheirinho dele no cofrinho em maço de 7 notas musicais”, explicou.

Só que nesse outro bandolim não tinha dinheiro não. 🤣

“Depois disso fui ver o que tinha dentro do piano. hehehe”, brincou Eugênio.

homem tocando bandolim sala de casa
Eugênio agora tem dois bandolins cheios de história. Foto: Arquivo pessoal

História vai inspirar música

Quando Eugênio encontrou o dinheiro, ele estava com o amigo e maestro Raimundo Pena Forte, que aliás tinha incentivado o executivo a comprar o bandolim. Agora, os dois querem fazer uma música para a história.

E por falar em música, tem uma música linda de Nelson Gonçalves que fala da falta do pai em uma casa em que ele diz: “Agora resta uma mesa na sala e hoje ninguém mais fala no seu bandolim”. O bandolim de seu Jorge Miguel agora fala ao mundo todo!

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Eugênio sempre constrói relações através das compras online

Essa não é a primeira vez que uma compra no Mercado Livre termina em amizade na vida de Eugênio. Há alguns dias, ele decidiu que iria comprar um livro raro e caro sobre a história do jogador Pelé, o Rei. E acabou ganhando dois amigos.

Ao comprar o livro na internet, o dono disse que estava apertado e que o dinheiro da venda ia ajudá-lo. Ele era motorista de aplicativo e foi deixar o livro na casa de Eugênio. Na conversa, soube que o rapaz era torcedor do Santos, assim como Eugênio, que é conselheiro do Santos, e os dois acabaram conversando horas sobre o time.

homem sentado sala de casa segurando livro Pelé
Eugênio comprou um livro sobre Pelé e depois quis comprar outro. Foto: Arquivo pessoal

Aí ele quis comprar outro exemplar para o seu irmão e encontrou o livro à venda. Quando perguntou sobre a história daquele livro, a vendedora explicou que trabalhava na editora Toriba, que publicou o exemplar. Ela também era santista e eles já combinaram até de ir assistir a uma partida quando os jogos com torcida retornarem.

caixas livros sobre sofá
Eugênio agora tem dois livros do Pelé, assim como dois bandolins de seu Jorge Miguel. Foto: Arquivo pessoal

“Gosto de saber a história das coisas, dos objetos e construir essa relação”, finalizou.

Boa, Eugênio! Continue construindo boas histórias pra gente.

Veja o vídeo:

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