Bebê prematuro recebe ajuda no tratamento (e muito amor) de ‘pai canguru’

Heitor nasceu aos sete meses de uma gestação até então tranquila. Tinha 40 centímetros e pesava 1,625 quilo. Com pré-eclâmpsia e pancreatite, Caroline de Souza, de 27 anos, teve de ser operada às pressas e foi direto para a UTI. Coube ao pai, o aplicador de película para vidros Carlos Vinícius de Lima Silva, de 29 anos, o papel de acolher Heitor – primeiramente com carinhos na incubadora, até poder depois aninhar seu filho no colo.

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Silva é um “pai canguru”, uma adaptação da estratégia de assistência ao prematuro em que o bebê é retirado da incubadora em alguns momentos do dia para ter contato pele a pele, geralmente com a mãe.

Heitor nasceu na Maternidade do Hospital Rocha Faria, primeiro da rede estadual do Rio a ter o “pai canguru”. Hospitais da rede municipal e federal já oferecem esse atendimento. “Os bebês têm a recuperação mais rápida quando o pai participa do processo. Mas a grande função é a integração da família. O pai passa a participar mais dos cuidados”, afirma a coordenadora de neonatologia da unidade, Angélica Svaiter.

Silva diz que logo depois do nascimento do filho, mal olhou o bebê. “Minha prima morreu de eclâmpsia, eu só queria saber se minha mulher estava viva”, lembra. Quando o bebê ficou estável e deixou a UTI, as sessões de canguru começaram. Três vezes por dia, Heitor é preso ao corpo do pai com ataduras. Ficam ao menos uma hora assim, três vezes por dia. “A primeira vez foi indescritível. Dá para sentir o batimento do coraçãozinho, o calor do corpo”, conta. Na quarta-feira, Heitor chorava na incubadora, mas acalmou-se quando foi para o colo do pai. Silva se afastou do trabalho.

A estudante Raiane Batista Martinez, de 16 anos, diz que a filha, Eloah, ganhou peso mais rápido depois que passou a ter contato com o pai, o vendedor Sidney Monteiro Júnior, de 22 anos. Aos dois meses, ela pesa 1,8 quilo, mas nasceu com somente 950 gramas. “Eles estão mais ligados. Ela é a vida dele. Hoje ele troca fralda, segura a seringa para dar o leite”, afirma.

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Leia a matéria na íntegra aqui. Foto da capa de Marcos de Paula

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