Bebê resgatada por militar no Aeroporto de Cabul hoje vive nos EUA: ‘Ela é uma lutadora’, diz pai

Já faz quase dois meses que o grupo fundamentalista Talibã tomou o poder no Afeganistão. Talvez um dos momentos mais críticos dessa investida tenha sido a evacuação desesperada de centenas de milhares de pessoas no Aeroporto Internacional de Cabul, a capital afegã.

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Uma delas aconteceu abaixo do hangar principal, onde Hameed (que não revelou seu nome completo por motivos de segurança), deu sua bebê a um militar americano para ser erguida acima de uma cerca de arame farpado e evacuada.

Imagens desse resgate mostraram ao mundo o desespero dos cidadãos afegãos que não queriam ser governados pelo Taleban. Segundo informações do jornal Daily Mail, Hameed viveu e trabalhou durante um mês inteiro servindo como intérprete para auxiliar os militares dos Estados Unidos na evacuação de pessoas.

Por isso ele perdeu o nascimento de sua filha, 16 dias antes daquele acontecimento. Hameed conheceu a pequena no próprio aeroporto, e tinha medo de não vê-la nunca mais. Antes, ele só havia contatado sua esposa por telefone, a quem deu instruções para que ela escapasse com a ajuda dos militares.

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Felizmente, a história do intérprete tem final feliz: hoje a bebê está morando em Phoenix, nos Estados Unidos, com os pais. “Quando eu crescer, vou dizer a ela que ela é uma lutadora. Minha filha passou pelos piores momentos no início de sua vida”, disse Hameed.

O pai afegão lembra que naquele dia várias pessoas ficaram feridas depois de passar pelos arames farpados e que muitas foram esmagadas pelo tumulto. Isso colocou a bebê sob grave risco. “Achei que nunca conseguiria, que seria esmagado até a morte”, desabafou.

No entanto, ao final da travessia, Hameed foi abordado por um militar, que ofereceu ajuda para levantar sua bebê. “O rapaz disse que ela poderia se machucar no arame. Eu disse a ele para arriscar. Preferiria que ela se machucasse ao invés de perecer”, explicou.

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“Naquele dia eu dei minha bebê para um completo estranho. A única coisa em que eu confiava era que eu era um fuzileiro naval e que minha filha estaria segura”, acrescentou.

A partir de então, Hameed, a esposa e sua filha iniciaram uma longa jornada para chegar aos Estados Unidos. Eles só descobriram que a imagem da bebê havia corrido o mundo e virado símbolo da crise no Afeganistão quando pousaram em Phoenix.

Hoje, eles vivem pacificamente em solo americano com amigos e conhecidos, mas ainda temem por seus parentes que ainda estão em seu país natal. Além disso, tiveram que lutar para obter o visto e legalizar sua estadia nos EUA.

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Apesar das burocracias, isso é apenas um detalhe comparado ao que a família enfrentou para chegar até lá em segurança.

Veja também:

Fonte: Upsocl
Fotos: CBS TV

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