Biomimética: A ciência que se inspira na natureza para resolver problemas da humanidade

A primeira vez que ouvi falar em biomimética foi com o grande amigo Amilton Arruda, ele fez seu mestrado e doutorado estudando essa ciência e como aplicá-la ao design.

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Outro grande nome que dissemina essa grande ciência é o Fred Gelli, a mente criativa por trás da Tátil Design de Ideias, do qual admiro muito também.

Para os que estudam biomimética, observar a natureza é um exercício estratégico, pois nos elementos da natureza é possível encontrar grandes soluções para problemas da humanidade, tudo com muita funcionalidade, sustentabilidade e (porque não?) estética.

Sistemas hidráulicos que imitam o bico de um flamingo, locomotivas que remetem ao martim-pescador ou coletes à prova de balas que simulam a teia de aranha são algumas das inovações apresentadas pela biomimética.

A lógica aqui é totalmente inversa a exploração, a biomimética acredita que a natureza deve ser “consultada”e não apropriada ou domesticada, o que reforça a ideia de sustentabilidade. Áreas como a arquitetura, design, engenharia, biologia são as que mais se aproveitam dessa ciência.

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A natureza funciona de forma perfeita, não há desperdício de energia: Existe cooperação, diversidade, adaptação de forma e função, tudo com muita otimização de uso.

Abaixo você confere alguns produtos inspirados na natureza que foram publicados nos sites Raciocínio Cristão e Tecmundo e um Ted de Janine Benyus, co-fundadora do Biomimicry e autora do livro Biomimicry: Innovation Inspired by Nature (em português seria – Biomimética: Inovação Inspirada pela Natureza), sobre o tema aplicado no design, que foram enumeradas pelo site The World Has Power:

VELCRO

Desenvolvido a partir de 1941 pelo engenheiro George de Mestral a partir da observação de sementes de grama dotadas de espinhos e ganchos que se prendiam nos pelos de seu cão.

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SUPERFÍCIES DE BAIXO ATRITO

Inspirada na forma como a pele dos peixes reage ao contato com a água, essa tecnologia, aplicada ao seu traje de natação, ajudou o nadador Michael Phelps em suas conquistas nas piscinas. A mesma tecnologia tem sido aplicada também em cascos de navios, submarinos e mesmo aviões.

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TELAS “ASA-DE-BORBOLETA”

São superfícies de visualização de baixíssimo consumo de energia, baseadas na forma como as asas de borboletas refletem a luz.

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TURBINA “WHALEPOWER”

Inspirada na forma das barbatanas da baleia jubarte, as lâminas nervuradas desse tipo de turbina eólica produzem 32% menos atrito e 8% de deslocamento de ar que as lâminas lisas convencionais.

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CARRO BIÔNICO

Desenvolvido pela Mercedes-Benz a partir da forma do peixe cofre, o carro Bionic atinge um coeficiente de aerodinâmica de 0,19 e consome 20% menos combustível que um veículo convencional de potência equivalente.

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EFEITO LÓTUS

Baseado na forma como as folhas do lótus repele a água e a sujeira, diversas soluções estão sendo desenvolvidas pela indústria para aplicação em tecidos, metais, para-brisas de aviões e faróis de automóveis.

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TREM-BALA

No Japão, alguns trens-balas podiam alcançar a velocidade de 300 km/h, mas o som emitido por eles extrapolava os padrões ambientais de poluição sonora. Uma das causas desse resultado indesejável era a onda de pressão atmosférica criada pelo trem quando ele entrava em um túnel estreito. Isso causava, na saída do túnel, uma explosão sônica e uma vibração sentida por moradores que estavam a até 400 metros de distância do local. Parte do problema estava no design do nariz do trem.

Além disso, ao entrar nesses túneis, os engenheiros perceberam que o veículo também enfrentava uma mudança drástica na resistência do ar. Não demorou muito até que encontrassem um exemplo na natureza de um animal que passasse por condições semelhantes, diariamente.

A solução do problema foi se encontrada por Eiji Nakatsu, engenheiro e observador de pássaros, que usou o martim-pescador como inspiração. A ave, que precisa mergulhar para se alimentar ― troca rapidamente de um ambiente de baixa resistência (ar) para um com muita resistência (água) ―, possui a aerodinâmica perfeita para essa situação.

Depois de remodelar o nariz do trem-bala para um formato similar ao bico do martim-pescador, os trens não passaram apenas a viajar de maneira mais silenciosa, mas também se tornaram 10% mais rápido e 15% mais econômicos.

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Assistam ao TED de Janine Benyus:

Post originalmente publicado no The World Has Power.

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