Boate Kiss: Sobrevivente da tragédia virou especialista em prevenção de incêndio e casou com enfermeira que cuidou dele

No dia 27 de janeiro de 2013, uma tragédia ceifou a vida de 242 pessoas que foram à Boate Kiss, em Santa Maria (RS), para curtir um show.

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Um incêndio foi provocado pela imprudência dos integrantes de uma banda que tocava no local. Eles usaram artefatos pirotécnicos em ambiente fechado, onde havia grande quantidade de espuma para isolamento acústico, altamente inflamável, que se alastrou rapidamente pela boate.

Emanuel Pastl, 27 anos, foi uma das 680 pessoas que ficaram feridas no incêndio, mas que conseguiu se recuperar e tocar a vida.

Memórias da tragédia permanecem vivas na cabeça do rapaz, que perdeu uma amiga próxima e passou dias entubado após inalar fumaça tóxica.

Do trauma, veio a inspiração de Emanuel para trabalhar na área de prevenção de incêndios e a conhecer a esposa e mãe de sua filha.

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A futura esposa

Nos 10 dias em que ficou na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), metade deles sobrevivendo graças à ventilação mecânica, Emanuel contou com o acompanhamento constante da enfermeira Mirélle Bernardini.

Com frequência, as bandagens que cobriam as queimaduras de terceiro grau no braço direito dele precisavam ser trocadas.

Após receber alta, o rapaz ficou mais um mês de repouso em casa. Nesse meio-tempo, começou a conversar com a enfermeira através das redes sociais.

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Emanuel e seu irmão, que também estava na Boate Kiss em 2013.

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“A gente começou a conversar, se apaixonar, a se encantar um pelo outro, e, quando ela voltou, a gente começou a namorar e casamos. Mas, em relação à Kiss, somos supertranquilos. Não tenho nenhum trauma, nem ela, por ter me atendido”, contou o marido de Mirélle e pai da Antônia, de 2 aninhos.

O casamento foi realizado em janeiro de 2018, exatos cinco anos depois do “primeiro encontro”. No mesmo ano, Emanuel se formou em Engenharia de Minas, especializou-se em segurança do trabalho, indo trabalhar em uma empresa de proteção contra incêndios.

Desde então, o engenheiro de segurança contribui com a Associação Brasileira de Normas Técnicas na elaboração de protocolos e dando palestras sobre o assunto como técnico e, especialmente, como sobrevivente da tragédia na boate.

“O quanto foi minha decisão racional para seguir nesse ramo, eu não sei. Só sei que me encontrei nele. Não sei se é um dever — mas sigo nele. Não tive uma decisão racional: ‘Vou fazer por causa da Kiss’. Não tive esse ímpeto. Foi uma oportunidade e estou dando meu melhor. Talvez uma vontade de Deus, que me empurrou para isso, não sei”, afirmou.

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Com todo o conhecimento técnico adquirido ao longo dos anos, o rapaz consegue listar com facilidade as irregularidades que levaram à tragédia na Boate Kiss, como a falta de uma saída adicional de emergência e o material inadequado para isolamento acústico.

“Quando caiu o centro de distribuição de energia, ficou tudo escuro e a iluminação de emergência não funcionou. O problema é que a única abertura que tinha, além da porta, era a janela do banheiro. E tinha um poste de luz dando uma claridade para dentro. Essa situação de escuro e sem sinalização com placas fotoluminescentes, fez com que muitos, mais de 100, em vez de irem para a saída de emergência, pela porta, foram para o banheiro”, avaliou.

Relembrar o episódio após quase uma década faz Emanuel pensar no que poderia ter sido diferente e preservado tantas vidas. Ele frisa não ter traumas do passado, mas faz questão de manifestar seu sentimento de injustiça e revolta que atrapalha a cicatrização de uma ferida aberta na vida de centenas de famílias e de uma cidade.

“Já está em uma situação injusta. Mesmo que saia uma condenação ou absolvição, olhando no todo, já é uma situação injusta por essa morosidade”, opinou.

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Fonte: Rádio Gêmeos FM
Fotos: Arquivo pessoal

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