Bolsas brasileiras feitas por haitianas desfilam em Nova York

Bolsas que aproveitam o excedente da indústria calçadista e costuradas por mulheres refugiadas do Haiti. Sustentabilidade e inclusão social marcam a identidade da Volta Atelier, uma grife de bolsas assinada pela designer e consultora de moda Fernanda Daudt.

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Fernanda criou a Volta Atelier há menos de um ano e já desfilou duas vezes na passarela da super disputada Semana de Moda de Nova York – a última no dia 7 de setembro. A marca caminha a passos largos para conquistar o mercado norte-americano. Conta com mais de 15 pontos de venda e uma distribuidora focada nas vendas por atacado, além da distribuição online.

As peças são desenhadas pela própria Fernanda e a produção é feita toda nas cidades de São Leopoldo e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, com reaproveitamento de resíduos de couro da indústria calçadista. A Volta Atelier compra pedaços pequenos de couros que não são mais interessantes para as fábricas de calçados, mas têm boa qualidade e alto valor.

Bolsas brasileiras feitas haitianas desfilam nova york
Foto: Tuany Areze

Em bate-papo com o Razões para Acreditar, Fernanda diz que o reaproveitamento de resíduos que antes iam para o lixo é um caminho sem volta na indústria da moda, e que a proposta não é nenhuma novidade, mas cresce a cada dia.

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“A ideia de reaproveitamento e ressignificação de materiais existe há muito tempo. O reconhecimento do impacto socioambiental na indústria também. O custo socioambiental da fabricação de cada produto será cada vez mais levado em consideração. Estamos vivendo uma mudança de paradigmas. No futuro, não falaremos mais de sustentabilidade, será algo natural, elementar na decisão de compra do consumidor”, afirma.

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Foto: Tuany Areze

Fernanda também explicou a decisão de contratar artesãs haitianas para a produção das bolsas da Volta Atelier. Uma escolha mais por méritos do que propriamente por serem refugiadas, segundo ela.

“Pensamos em dar uma oportunidade de trabalho a pessoas que têm dificuldade de conseguir um emprego de turno integral, como mães que precisam acompanhar seus filhos, por exemplo. Elas trabalham por seus méritos, por suas habilidades como artesãs e não por serem ou não refugiadas”, destaca.

O último editorial produzido pela Volta Atelier reforça seu comprometimento social. A modelo é a refugiada e ativista do Sudão Mari Malek, que mora nos Estados Unidos, em cliques de DeSean Mills, fotógrafo da Libéria.

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Foto: DeSean Mills

Em NY, Fernanda se juntou à plataforma Flying Solo, uma proposta da designer russa Elisabeth Solomeina, que funciona como loja e showroom. Na passarela, as bolsas da Volta Atelier foram apresentadas com as peças de tear da estilista israelense Adi Yair, com a francesa Lâcher Prise, da estilista Marine Delmau, e com a marca nova-iorquina Acid NY.

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Foto: Andrea D’andrea

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Foto: Andrea D’andrea

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À esquerda, Fernanda Daudt no desfile da Volta Atelier na Semana de Moda de Nova York. Foto: Andrea D’andrea

Destinada inicialmente ao mercado norte-americano, a Volta Atelier agora faz o caminho inverso das grifes com DNA verde e amarelo. Foi selecionada pela Amazon Brasil para participar do lançamento da plataforma de moda para o mercado brasileiro no final de agosto. E, em um mês, os produtos chegarão também à Amazon dos Estados Unidos e do Canadá.

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