Após segundo ciclone, bombeiros de Minas salvam mais de 100 pessoas em Moçambique

Após mais de três meses ininterruptos de buscas por vítimas do crime ambiental da Vale em Brumadinho, e sem receber o 13º salário integralmente, os bombeiros de Minas Gerais continuam fazendo jus ao status de heróis.

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No domingo, 28 de abril, eles salvaram mais de 100 pessoas em Moçambique, nação do sudeste asiático, que recentemente foi atingido uma vez mais por um ciclone, desta vez o Kenneth, que provocou chuvas e ventos bastante intensos.

“O ciclone Kenneth é considerado mais forte e intenso do que o Idai [que atingiu Moçambique em março], com rajadas de vento de até 280 km/h. Há ainda uma expectativa de chuva de 700mm para os próximos 10 dias. Para se ter uma ideia, tem muita cidade mineira que não recebe essa quantidade o ano todo”, afirma o capitão Kleber Castro, sub-comandante da operação Moçambique.

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Para efeito de comparação, a capital mineira (relativamente acostumada com inundações) registra pontos de alagamento com chuvas de 20mm.

Três equipes de bombeiros atuam em Moçambique no momento. O trabalho começa ao nascer do dia e só termina à noite.

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Os militares concentram seus esforços em Pemba, terceiro município mais populoso do país. “Estamos trabalhando em locais mais baixos, que possuem a confluência de fatores: final de temporada de chuvas e, portanto, com rios já cheios; maré alta, já que é uma área litorânea, o que diminui velocidade de escoamento dos rios; e solo encharcado, propício para desmoronamento”, afirma o capitão.

Em decorrência das fortes tempestades tropicais, foram registradas nove mortes até agora. “País é bastante vulnerável a ciclones e a qualidade da construção das casas”, comenta o sub-comandante, que ainda tem de driblar a falta de conexão e, consequentemente, dificuldade de comunicação com a tropa.

“Estamos indo bem, salvando muita gente. São vários pontos de inundação, não só alagamento, com correntezas fortes. Todos levados para escolas e igrejas em pontos mais altos. Crianças pequenas levadas no colo, dando suporte para idosos, até mesmo levando alguns no colo”, relata. “A chuva continua caindo forte. Deu uma aliviada, mas a previsão passada pela ONU é que a chuva permanecerá por mais 10 dias”, afirmou, às 12h50 no horário local – 7h50 de Brasília.

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Fonte: BHAZ
Fotos: Reprodução / Twitter

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