Brasileira supera fome e preconceito através de muito estudo e soma 56 prêmios como cientista

Joana D’Arc Félix de Souza também é uma mulher de muita fibra, igual sua famosa xará, ela superou muito preconceito e traçou uma carreira brilhante.

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Cientista, com PhD em química pela renomada Universidade de Harvard, dos Estados Unidos ela soma 56 prêmios na carreira, com destaque para a eleição de ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Pulitzer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim).

Mas o caminho para tanto sucesso não foi fácil. O preconceito, a fome e a falta de estrutura foram obstáculos bastante difíceis, mas superados.

Desde pequena, ela tinha sede de aprender. Filha de uma empregada doméstica e de um profissional de curtume (operação de processamento do couro cru que tem por finalidade deixá-lo utilizável para a indústria e o atacado), quando criança, Joana ia com a mãe para o trabalho, pois era a caçula de uma família com quatro anos, na cidade de Franca, e ficava lendo o dia todo os jornais espalhados pela casa da patroa da mãe. Por sorte, um dia a diretora da escola Sesi visitou a dona da casa e notou Joana. Primeiramente, ela achou que a criança estava vendo as fotos do jornal e quando percebeu que na verdade, ela estava lendo, sugeriu para que ela fosse para a sua escola. Se a menina conseguisse acompanhar, poderia ficar com a vaga. E foi o que aconteceu, e com 14 anos, ela já tinha completado o ensino médio!

Mesmo assim, ela disse que enfrentou muito preconceito nas escolas. Como é costume em cidade do interior, muitas vezes as pessoas valorizam mais um sobrenome ou status do que a própria pessoa. Mas Joana não se abalou e usou isso para criar mais forças para o seu objetivo.

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Devido à profissão do pai, ela convivia com muitos profissionais da área química atuando no trabalho com couro, e devido a isso, decidiu prestar vestibular para cursar Química.

Ela estudava noite e dia com um material de cursinho emprestado por um filho de uma professora. E deu certo! Ela passou na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Os pais dela davam muito apoio, pois sabiam que através dos estudos a filha teria muito mais chances de crescer na vida. Morando em Campinas, o dinheiro que recebia do pai e do patrão dele permitia que ela pagasse somente a alimentação na universidade, o pensionato onde morava, e as passagens de ônibus.

Muitas vezes ela pensou em desistir, mas já tinha ido tão longe que respirava fundo e jogava a ideia pra lá. Na faculdade, foi estimulada pelos professores a seguir vida acadêmica, e com apenas 24 anos, concluiu mestrado e doutorado em Campinas.

Um de seus artigos foi publicado no Journal of American Chemical Society, e ela então recebeu o convite para seguir os estudos nos Estados Unidos. O pós-doutorado de Joana foi concluído na Universidade de Harvard. Ela optou pelos resíduos de curtume nas fábricas de calçados – desenvolveu a partir destas substâncias poluentes um fertilizante organomineral.

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Foto: Stella Reis/EPTV

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Quando voltou para o Brasil, devido a morte da irmã, ela então procurou oportunidades em curtumes da cidade natal até que recebeu o convite para se tornar professora da ETEC em 2008. Ela desenvolveu um trabalho de iniciação científica desde a educação básica, e o resultado foi excelente.

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Foto: Centro Paula Souza/Divulgação

O trabalho com os resíduos de curtume é só um dos muitos de destaque que Joana executou nos últimos anos. Em especial, ela e sua equipe de alunos em Franca conseguiram desenvolver uma pele similar à humana a partir da derme de porco. Depois de toda essa luta, fica claro que o estudo realmente é o recurso mais eficaz para vencer na vida!

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Foto:Stella Reis/EPTV

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Fotos: ETEC/Divulgação / Capa: Reprodução Youtube / Com informações de UOL Notícias

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