Brasileiro que vendia picolé na infância vai estudar em uma das melhores universidades do mundo

Quando criança, Wellington Vitorino, 26 anos, já era aconselhado pelos pais que só conseguiria mudar a realidade à sua volta através da educação.

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“Em casa nunca faltou nada, mas também nunca sobrou”, diz ele, que estudou em escolas públicas durante o ensino fundamental. Recentemente, Wellington se tornou o primeiro brasileiro negro a ser aprovado no curso de MBA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A universidade norte-americana é uma das prestigiadas do mundo.

brasileiro que vendia picolés na infância vai estudar no mit

Wellington nasceu em Niterói (RJ), mas morou boa parte da vida em São Gonçalo, também no Rio. Pouco depois de terminar o ensino fundamental, ele recebeu uma bolsa de estudos em um colégio de elite da zona sul carioca.

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Após obter um desempenho notável no Enem, incluindo uma nota perfeita na redação – mil! – ele foi aprovado em todas as universidades e optou pela bolsa integral do ProUni para Administração de Empresas no Ibmec, de olho no empreendedorismo.

A trajetória de Wellington tem sido meteórica, mas as coisas foram acontecendo devagar, passo a passo. Quando tinha oito anos, o estudante universitário ajudava o pai a vender de tudo como ambulante na Praia de Saquarema.

Com a experiência adquirida, ele abriu sozinho um negócio de revenda de picolés aos 12 após ser autorizado pelos policiais da área a vender dentro do Batalhão da PM.

A paixão por empreender começava ali. Logo, a revenda de picolés se estendeu para a revenda de doces também. Nos anos seguintes, ele já tinha 23 pontos de comércio na cidade.

Para dar conta da clientela, Wellington envolveu a família no negócio, contratando a tia e também um freelancer para ajudar nas entregas.

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Foram cinco anos atendendo o ponto de venda no batalhão. Nesse meio-tempo, ela fazia questão de “prestar contas” de seus boletins escolares para o coronel da instituição, que lhe conseguiu uma bolsa de 50% em uma escola particular de São Gonçalo – o valor restante das mensalidades, o rapaz insistiu que iria pagar com o lucro dos doces.

Wellington atribui a guinada profissional a uma palestra sobre negócios e carreira que participou. Depois do evento, ele mandou ao palestrante um e-mail contando sua história.

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A atitude lhe rendeu frutos, pois conseguiu uma bolsa integral para o terceiro ano do ensino médio na Escola Parque. Era uma rotina puxada, das 7h às 20h entre trabalho e estudos, que ele não conseguiu acompanhar.

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Suas notas baixaram consideravelmente, já que ele não tinha tempo para estudar e compensar a defasagem de aprendizado entre o ensino público e o privado.

“No 1º bimestre, fui reprovado em seis disciplinas”, relembrou. Mas ele não desanimou! Com a ajuda de uma professora, arranjou um local mais perto da escola para ele ficar. Antes, Wellington dormiu por 8 meses na sala dos professores de uma escola pública no Leblon.

“A cada passo que se dá na vida, precisamos levar outras pessoas conosco”

Com a aprovação no Ibmec, o estudante se destacou como bolsista e monitor da universidade.

No meio da graduação, Wellington entrou em um processo seletivo na Fundação Estudar, sendo um dos 24 escolhidos entre 60 mil candidatos! Ao final, ele ganhou o prêmio de “Bolsista do Ano”, entregue pelo seu fundador, Jorge Paulo Lemann.

A experiência na fundação inspirou o rapaz a criar seu próprio instituto, o ProLíder, que exalta a importância dos jovens no futuro do nosso país.

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Segundo Wellington, o objetivo é ajudar na formação de jovens lideranças. “A cada passo que se dá na vida, precisamos levar outras pessoas conosco. Esse é um dos objetivos do ProLíder”, afirmou.

Com o amadurecimento do ProLíder, o rapaz criou o Instituto Four, organização sem fins lucrativos que também forma e desenvolve jovens líderes que pensam em maneiras de resolver desafios do Brasil.

Até aqui, mais de 200 lideranças, amplamente diversas, foram formadas para atuarem no meio público, político e empreendedor. “Desde 2016, já falávamos de inclusão e diversidade de gênero, etnia, orientação sexual, classe social. E também buscamos jovens fora dos eixos de Sul e Sudeste”, disse Wellignton, acrescentando que a organização já teve jovens que se tornaram prefeitos, vereadores, investidores e receberam prêmios, além de dois aprovados na Universidade Harvard.

Fonte: Correio Braziliense
Fotos: Iara Morselli

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