De graça, cabeleireira melhora visual de mulheres que procuram emprego em POA

A cabeleireira Itanajara Almeida, 48 anos, poderia fazer seu trabalho bem feito todos os dias normalmente. Porém, ela quer oferecer às suas clientes um renovação de alma.

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Para isso, todas as segundas em seu salão de beleza em Porto Alegre, ela auxilia quem busca uma nova oportunidade no mercado de trabalho.

“Projeto teve início a partir da minha indignação quando ouvia e lia a respeito de vagas de emprego sugerindo que a pessoa tivesse uma boa aparência para se candidatar à vaga. Pensei que muitas pessoas não teriam condição até por estarem fora do mercado de trabalho. As primeiras atendidas foram as minhas próprias clientes que tinham deixado de frequentar o salão depois de perderem os empregos”, diz Itanajara.

O projeto Embelezamento Popular, destinado a quem tem entrevista de emprego agendada, existe há 10 anos.

Gratuitamente, a cabeleireira faz uma avaliação e sugere as alterações. A desempregada pode ganhar corte, escova e retoque nas unhas das mãos.

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“Nas segundas-feiras, a gente se prontifica a fazer este tipo de atendimento. A interessada chega aqui, fazemos uma avaliação se ela precisa de um corte de cabelo, uma pintura ou mãos que, geralmente, precisam estar bonitas para a entrevista. Automaticamente, a pessoa já sente uma autoconfiança. Se sente capaz de chegar lá e lutar por uma vaga.”

Só mulheres são atendidas por Itanajara e pelas colegas do Itanajara Fashion Hair, localizado no Bairro Bom Fim. Ela atende de graça entre seis e dez clientes por semana.

Mais de 500 mulheres foram atendidas ao longo da década e o pagamento vem na forma de um agradecimento e, claro, na conquista de um emprego.

“Tem gente que nunca conseguiu entrar num salão de beleza. Quando a pessoa senta na nossa cadeira, e pede alguma coisa que nunca fez, fico emocionada. Não há nada mais gratificante do que ter a chance de realizar o sonho daquela pessoa, de transformá-la.”

“Meu sonho é ter parceiros para ampliar a ação. Apoiadores que me auxiliem de diferentes formas. Se eu tivesse um ônibus, por exemplo, poderia atender nas vilas da cidade e da Região Metropolitana. Fico imaginando quantas pessoas poderíamos ajudar aos domingos, resgatando a autoestima delas.”

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“Aprendi que a gente deve ajudar sempre a quem precisa. Independentemente da área que você atua, do que você faz. Se estiver ao alcance, deve auxiliar sempre porque a recompensa é maior que tudo. Eu sei que não ficarei rica financeiramente nesta profissão. Mas nada será maior do que a riqueza de valores que conquistei ao longo dos anos de ação solidária.”

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Fonte: ZH Porto Alegre

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