Vamos falar sobre o Câncer de Ovário? Genética e hábitos rotineiros influenciam no desenvolvimento da doença

A cada ano, a data 8 de maio é marcada como o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, dedicado à conscientização e possível prevenção do 7ª tipo de câncer mais diagnosticado entre as brasileiras. Estima-se que somente em 2017, haverá cerca de 6 mil novos casos no Brasil segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer.

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O grande problema é que cerca de 60% dos casos encontrados já estão em estágio avançado, complicando o tratamento e provavelmente reduzindo o tempo de vida da paciente. Os principais sintomas são parecidos com problemas cotidianos entre as mulheres, como desconforto e inchaço abdominal, saciedade precoce e urgência para urinar, fazendo com que a identificação do problema seja muitas vezes negligenciada.

Além disso, existem fatores que influenciam o desenvolvimento da doença, como idade, fatores ambientais, estilo de vida e, segundo o Dr. Rodrigo Guindalini, médico oncologista da CLION e coordenador do Centro de Genética e Prevenção do Câncer do Grupo CAM,esse tipo de câncer costuma ser analisado a partir de um histórico familiar sugestivo, ou seja, a mulher pode ser portadora de alguma alteração genética.

Ao Razões para Acreditar, ele explicou como funciona esse tipo de câncer. “Descobrimos alguns pedaços de DNA que são responsáveis por proteger a mama e os ovários contra a doença, o BRCA 1 e 2, presentes em todas as mulheres e atuando na proteção destes órgãos. Quando não funcionam bem ou há alteração, não significa que estão doentes, mas sim que há uma maior predisposição de desenvolvê-la em comparação com o resto da população.

Uma paciente com esta alteração pode ter risco de câncer de ovário aumentado em até 54%, enquanto para as quem não têm, fica apenas entre 1% e 1,5%. Outros estudos apontam que 85% dos diagnósticos não são decorrentes de histórico familiar, enquanto 15% são hereditários. Ou seja, a predisposição genética herdada dos pais ou adquirida (chamadas de mutações somáticas) é quem acaba ditando as regras.

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Desta forma foi desenvolvido um teste genético para pesquisar as mutações de BRCA 1 e 2, para que existam chances de prevenção ao câncer de ovário ou até mesmo a própria identificação do mesmo, que não é detectado por meio dos exames ginecológicos tradicionais, como o exame de papanicolau.

Ao realizar o teste, feito por coleta de sangue ou saliva, é possível buscar medidas preventivas não só na paciente, mas em outras mulheres da família.  É muito importante que haja um aconselhamento genético. Isso garante uma vigilância por parte dos médicos em relação aos membros da família, no caso, mãe e filha, por exemplo. Estar bem orientado evita atitudes equivocadas”, indicou a Dra. Solange Sanches, médica oncológica titular do Hospital AC Camargo.

Com 250 mil mulheres diagnosticadas no mundo todo e 140 mil casos de morte anualmente, é melhor conhecer e estar atenta ao seu corpo, fazer exames regularmente, conversar com as primas, tias, avós e mães para não só ajudar a conscientizá-las, como também se prevenir caso alguma delas já tenha algum histórico com a doença. A união sempre faz a força, e a informação não vem para causar pânico e sim alívio. Não tenha medo, tenha atitude.

Recentemente, fizemos um live no Facebook com o Dr. Sergio Simon e a Simone Mozzilli, que teve câncer de ovários há 5 anos e atualmente está curada, houveram várias perguntas pertinentes que foram respondidas, vejam:

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