Casal foge do comum e se casa na praça em cerimônia carnavalesca

Para falar de seu casamento ‘diferentão’, Suelen Domingues se demonstrou mais do que animada em compartilhar um pouco o seu dia com vocês, queridos leitores. Afinal, é mais um jeito de espalhar amor, certo?! O casamento não foi realizado em uma igreja muito menos em um salão de festas. O lugar inusitado, pasmem, foi em uma praça. No estilo bem carnavalesco mesmo, uma celebração não religiosa como a própria noiva conta. Segundo ela, tudo surgiu de uma brincadeira: “Quando pensávamos nas possibilidades de um casamento que seria a nossa cara, levantei a ideia ‘vamos nos casar num bloquinho de carnaval’ e ela ficou’’, conta.  Não demorou para que eles começassem a pesquisar sobre a possibilidade, sem excluir pessoas mais velhas e com limitações, é claro. E foi aí que encontraram um casal que havia feito algo parecido numa praça. “A partir daí fomos adicionando toques nossos, as nossas prioridades, o roteiro e formato até chegar no resultado final”, revela.

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O casamento contou com diversos momentos inusitados. “Do fora tradicional do nosso casamento tínhamos a entrada com nossos cachorros, o noivo que entrou dançando, as madrinhas e padrinhos não serem casais nem o mesmo número (tivemos 4 madrinhas e 6 padrinhos), o casamento ser numa praça, rs, bandinha (bloquinho) pós cerimônia na própria praça, vestido de noiva bege/rosê, terno roxo do noivo, votos personalizados”, conta Suelen. Além disso, como a cerimônia era espiritual e não religiosa, um casal, Adriano Rahde (irmão do noivo, Tomás) e Priscilla Anton (a esposa) acabou sendo responsável por realizar o casamento. Ambos, segundo Suelen, sabem tudo sobre a história de ambos, o que tornou a decisão um pouco mais fácil, afinal apoio foi algo que nunca faltou entre eles. Sem falar das conversas e das trocas, sempre muito ricas.

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Mas a pergunta que não quer calar é: como foi realizar uma cerimônia tão fora do comum? Acho que a curiosidade é bastante grande principalmente para quem tem aquele sonho de se casar, mas sem a necessidade da pressão em entrar em uma igreja, etc. Para a noiva, foi realmente empolgante e desafiador. “A melhor e mais difícil parte era contar para as pessoas e fornecedores, porque sempre tinham muitas perguntas e curiosidade e era aí que íamos descobrindo cada vez mais coisas a se fazer e pensar. Eu trabalho com produção e já tinha interesse em descobrir melhor a área de casamentos há algum tempo, então aproveitei a oportunidade para produzir meu próprio casamento e descobrir os desafios e as delícias da área”, conta.

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Porém, o mais difícil de tudo foi, claro, a dificuldade em achar opções de praças para que eles se casassem. Tudo pela cerimônia estava programada para logo depois do carnaval, onde a cidade ainda estava em festa. É claro que alguns contratempos surgiram, mas isso nem de longe os impediu. Talvez eles não tenham tido umas boas noites de sono pré-casamento, mas acho que isso é só um detalhe e até mesmo um pré-requisito quando falamos de nervosismo antes do grande dia. “Com a cerimônia marcada numa praça, a gente não tinha muito espaço para Plano B e a chuva caiu forte durante toda a semana. No dia anterior ao casamento, dia que planejávamos estar tranquilos fechando apenas alguns detalhes pro grande dia, saímos comprando guarda-chuvas e procurando gazebos para proteger os equipamentos de som em caso de chuva forte. Foi correria do início ao sim”, revela. Felizmente, a chuva não caiu naquele dia apesar de todas as preparações caso chovesse.

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Para Suelen, de qualquer forma, o jeito diferente de celebrar o amor é algo que ela espera que cada vez mais surja por aí. “Após a cerimônia na praça, celebramos com nossos convidados num buffet próximo da praça com jantar e festa. “A palavra “casamento” vem acompanhada de grandes cifras, luxo e principalmente toda a tradicionalidade que vem há muitos anos, e não precisa ser assim. Muitas pessoas não se identificam mais com esse formato e acabam deixando de lado a ideia de ter um dia muito incrível para celebrar o amor com quem se ama”, é o que conta a noiva. Além de deixar a personalidade do casal perpetuar em todo o cenário do grande dia, Suelen agora espera criar outros eventos que celebrem o amor das mais variadas formas, dependendo de cada casal.

E olha, acredite ou não, mas um casamento como esse oferece um bônus. Afinal, não tem como os convidados não se divertirem com algo tão inusitado, certo? No de Suelen e Tomás, as pessoas realmente estavam muito animadas e encantadas, como ela mesma conta.  “Todos eles se deixaram levar pela nossa proposta de cerimônia, pelas nossas brincadeiras e por todo o conceito de se casar num espaço público com a temática carnaval. Os convidados abusaram dos acessórios e as pessoas que estavam pela praça pararam para ouvir o casamento e aproveitar junto com a gente. Foi tudo muito lindo! Muitos amigos e familiares vieram depois elogiar dizendo que nunca tinha participado de um casamento tão lindo e emocionante em suas vidas, ficamos bem emocionados com os elogios. Estavam todos conectados com a gente”, revela.

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Agora, em relação fuga das  pessoas do estilo clássico que conhecemos do casamento, Suelen tem uma visão um tanto quanto interessante: “A gente quer ter um dia especial e único, e nada melhor que fazer uma celebração que faça sentido pra gente, por isso estamos colocando a nossa personalidade nos nossos eventos, casamentos, aniversários, bodas… Hoje as pessoas tem buquê de coxinhas, se casam sem convidados, se casam em outro país, se casam de cores diferentes, se casam sem medo! Elas estão colocando a sua personalidade no seu grande dia e priorizando quem elas são e isso é lindo e libertador. E claro, não estou diminuindo os casamentos clássicos, porque acho que tem muitas pessoas que sonham com esse dia e querem ele exatamente dessa forma, mas sempre há espaço para colocar um pouco da gente em todos os formatos de casamentos e espero que cada vez mais estejamos abertos para isso e que o mercado de casamento não só esteja também abertos mas incentivando cada vez mais noivas e noivos a serem eles mesmos no grande dia”.

E aí? Você concorda? Como você imagina o seu casamento? O seu foi diferentão como esse ou seguiu a linha tradicional? Conta pra gente!

Fotos: A Essência do Bem.

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