[VÍDEOS] Casal gay enfrenta desconfiança e adota irmãos rejeitados por família biológica

Quando o casal Paulo e Tiago arrumou as malas e partiu de São Paulo rumo à Itapipoca, no interior do Ceará, para conhecer o Davi, recém-nascido, mal sabia a surpresa que estava por vir. Dali a alguns meses adotariam não só o pequeno, mas também sua irmã, Sara.

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Em novembro de 2018, quando chegaram ao abrigo em que Davi morava, descobriram que ele não estava sozinho, mas que tinha uma irmã de 5 anos.

A menina foi retirada da mãe pelo Conselho Tutelar por maus-tratos. Sara foi levada para o abrigo mantido por uma Igreja Católica em abril de 2018. Davi chegou ao mesmo abrigo em agosto do mesmo ano, pouco depois da mãe biológica dar à luz.

Enquanto tudo isso acontecia, a 3.500 km de distância do Davi, Paulo e Tiago, juntos há 8 anos, participavam de todas as etapas que envolvem o processo de adoção.

pais gays sentados sofá filhos adotivos
Primeira foto do casal com os irmãos, ainda no abrigo. Foto: arquivo pessoal

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Em conversa com o Razões, Paulo comentou que ele e Tiago tinham o desejo de adotar antes mesmo de se conhecerem.

Ex-donos e diretores do extinto Teatro Augusta, o casal entendeu que tinha chegado a hora em janeiro de 2017, paralelo ao fechamento do teatro na Avenida Paulista.

“Não que exista momento certo, mas é o momento de ter o mínimo de estrutura, principalmente mental e psicológica, para enfrentar uma coisa para a vida toda. Antes mesmo da gente se conhecer, os dois tinham esse desejo. A nossa família também, o que é muito importante“, conta Paulo.

casal gay abraçando filhos adotivos
Foto: arquivo pessoal

Um casal gay no interior do Ceará

Paulo e Tiago não faziam ideia que Davi tinha uma irmãzinha quando pôs os pés em Itapipoca. Mas mais do que a surpresa, houve um encantamento instantâneo pela menina.

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A mãe biológica não cuidava de Sara da forma que deveria cuidar e isso causou traumas na criança, como a dificuldade para se relacionar com as pessoas, que foi curada após receber muito amor e terapia de sua nova família.

“Quando o Conselho Tutelar foi pegar a Sara, a mãe dela disse que estava grávida e que ia dar a criança já na maternidade, que é o Davi. E por isso o conselho optou por quando Davi nascesse já o levasse imediatamente também para o abrigo”, lembra Paulo.

pais gays beijam filho adotivo
Foto: arquivo pessoal

“Assim que conhecemos o Davi, nos apaixonamos imediatamente. Mas quando a gente olhou a Sara, o encantamento foi da mesma forma. Vimos que ela já era parte da nossa família, e pensamos que não poderíamos levá-lo e deixá-la.”

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“Apesar de parecer uma loucura na época, sabíamos que era o certo a fazer. Ela tinha chegado da escola com um uniforme muito maior que o seu número e estava bem magrinha. A gente queria muito cuidar daquela menininha que nunca tinha sido amada. Ela precisava da gente.”

Paulo e Tiago passavam quase o tempo todo no orfanato. E por isso mesmo conviveram com a desconfiança dos moradores de Itapipoca.

“O que dois homens estranhos andam fazendo no orfanato o dia inteiro?”, deviam se perguntar os moradores. O casal virou ‘notícia’ na cidade de pouco mais de 50 mil habitantes.

casal gay brincando filhos sofá
Foto: arquivo pessoal

“Saímos de um momento delicado das nossas vidas e mergulhamos numa realidade totalmente diferente da nossa. As pessoas ficavam perguntando…”

Adoção

O casal voltou para São Paulo sem as crianças. Antes do carnaval do ano seguinte, Paulo e Tiago viajaram novamente para Itapipoca para a audiência de adoção de Davi e Sara.

“E lá nós abrimos o nosso coração. A Sara já nos reconhecia como pais e tirar isso dela naquele momento custaria uma vida para ela. O Davi era um bebê, qualquer família poderia adotá-lo”, disse Paulo.

Foto: arquivo pessoal

“O juiz foi muito atencioso, só queria nos escutar. Estava preocupado apenas com a relação da criança com a gente. Ele viu que estávamos sofrendo e que seria difícil para a Sara [não ser adotada].”

Felizmente, o juiz deu a guarda dos irmãos para Paulo e Tiago. Não importava a orientação sexual do casal, pelo contrário. A decisão se baseou no relatório da psicóloga que acompanhou todo o processo e viu no casal os melhores pais para Davi e Sara.

Dois anos depois, a família vive feliz em São Paulo. Davi, de 2 anos, que nunca conheceu a mãe, tem os pais como referência absoluta. Sara, hoje com 7 anos, se tornou uma menina doce e amorosa.

Foto: arquivo pessoal

A paternidade, assim como a maternidade, é cheia de desafios – principalmente, para pais de primeira viagem. Se um dia você bater na casa da família, é provável que encontre Paulo e Tiago descabelados, desdobrando-se para realizar o papel que eles escolheram para a vida toda: o de pai. “Estamos felizes!”, finaliza Paulo.

Para quem quiser conhecer mais sobre o dia a dia da Família Pessoa Tardivo, eles postam vídeos divertidos com as crianças no TikTok, onde já contam com mais de 200 mil seguidores, e também no Instagram.

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Toda a felicidade do mundo para essa família linda! 🥰


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