Após casamento, casal LGBT deixa as ruas e ganha casa própria

Maio é o mês das noivas e de todas as noivas. É também o mês em que Jaqueline, uma mulher trans, completa três meses de casamento com seu companheiro Vitor.

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A união mudou a vida dos dois para melhor. Jaqueline e Vitor são ex-moradores de rua e se conheceram no Centro de Referência Especializado para População de Rua (Centro POP), em São Paulo, após brigarem por uma garrafa de bebida.

Eles frequentavam o Núcleo de Convivência com Restaurante Comunitário Penaforte Mendes e foi lá que os dois buscaram ajuda para realizar o casamento.

O casal procurou a assistente social Daniele Paulo e revelou seu desejo. A princípio, a ideia era realizar o casamento no civil e reservar uma mesa no restaurante comunitário durante o almoço para o casal comemorar a união com alguns convidados.

casamento LGBT
Jaqueline e Vitor selaram a união com a ajuda de instituições de amparo a moradores em situação de rua e grupos LGBTs

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“Aí começamos a planejar, sonhar juntos com uma cerimônia. Então, eu procurei na internet um coletivo LGBT que pudesse nos ajudar com qualquer coisa. Foi quando encontramos o coletivo Arouchianos”, disse Daniele ao Razões para Acreditar.

A cerimônia e a festa do casamento aconteceram no dia 17 de fevereiro. Os trajes dos noivos foram presentes do Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD). Jaqueline também ganhou do coletivo Chá da Beleza um “Dia de Noiva”, que incluiu cabelo e maquiagem. Tudo foi planejado e executado em menos de um mês.

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Depois de selarem a união no cartório, Jaqueline e Vitor repetiram os votos no Núcleo de Convivência com Restaurante Comunitário Penaforte Mendes e, desta vez, a união foi abençoada por uma drag queen. A festa teve bolo, refrigerante, brigadeiro, beijinho e lembrancinha para 300 convidados, todos moradores em situação de rua.

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A mãe de Vitor resistiu à ideia de ir ao casamento do filho até o último dia. “A mãe dele não gostava da Jaque por ela ser uma mulher trans. Tanto que ela não ia ao casamento. Mas, no dia 16, ela ligou avisando que iria. Levou Vitor até o altar. E se aproximou de Jaque, quando percebeu que eles se amavam de verdade. Depois, ela cedeu uma das casas que alugava para eles morarem”, lembra Daniele.

Hoje, Jaque trabalha em uma livraria e Vitor vai voltar para a sala de aula no próximo semestre. Com certeza a vida do casal sofreu uma reviravolta depois do casamento, que Jaque e Vitor não imaginavam nem nos seus melhores sonhos.

casamento LGBTO casal ganhou uma casa para chamar de sua, ele melhorou a relação com a mãe, ela está trabalhando e tudo isso só foi possível com o suporte do Núcleo de Convivência com Restaurante Comunitário Penaforte Mendes, do Centro de Referência e Defesa da Diversidade, e dos coletivos Arouchianos e Chá da Beleza.

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P.S.: A Redação entrou em contato com a Jaqueline, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.

Fotos: Rede Rua/Facebook/Reprodução

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