Cidade do Amazonas é referência em sustentabilidade no cultivo de guaraná

O Brasil é um território muito rico e fértil em recursos naturais. A terra ainda é o sustento de várias pessoas e uma das maiores fontes de renda para a economia. Assim vive a comunidade de Maués, no Amazonas, que é referência em sustentabilidade no cultivo de guaraná, tido como a principal atividade econômica da região.

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A 356 quilômetros de Manaus, ou cerca de um dia de viagem pelos rios da região, o município envolve mais de 2 mil famílias na produção da fruta, que costuma ser sinônimo de refrigerante. Por vezes o acesso à matéria in natura é bem difícil em outros lugares do Brasil, mas ali seu cultivo significa desenvolvimento, tanto da agricultura familiar como da própria cidade.

Nos primórdios, em meados do século 17, a tribo indígena Sateré-Mawé transformou a trepadeira silvestre em arbusto cultivado e, assim, inventaram a cultura do guaraná. Hoje, os produtores locais seguem realizando um trabalho 100% manual e demonstram grande preocupação em adotar as melhores práticas sustentáveis, como instalação de corredores ecológicos e plantações de guaraná intercaladas com reservas florestais.

Tais conhecimentos chegam à eles e são aplicados através do trabalho de pesquisa da Fazenda Santa Helena, centro de desenvolvimento do guaraná criado em 1971 pela Ambev em Maués para incentivar e compartilhar técnicas que mantém o equilíbrio entre natureza e população. Os esforços para diminuir o impacto ambiental resultam no aumento de 140% da taxa de produtividade na última década em relação à primeira, quando a fazenda foi inaugurada.

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A instalação de corredores ecológicos está entre as técnicas adotadas para a manutenção da flora nativa. As plantações são recortadas, aumentando a diversidade do ecossistema, além de permitir o trânsito livre para a fauna. Para minimizar o ataque de pragas e proteger contra ventos que prejudiquem a floração, são organizados campos produtivos de guaraná intercalados com reservas florestais.

A fruta foi descoberta e domesticada na Amazônia. Ela cresce e nasce apenas uma vez por ano e deve ser plantada e colhida em épocas especiais. Devido à essa fragilidade, as práticas sustentáveis são essenciais e, quando adotadas corretamente, beneficiam a própria comunidade uma vez que ocorre um aumento natural da produção. 

Anualmente, as mudas de guaraná produzidas na fazenda são doadas às famílias de produtores agrícolas e periodicamente a instituição promove eventos e workshops. A espécie é tão importante para a região, que conta até com o Dia do Guaraná, quando são convidados produtores, técnicos, instituições e sociedade em geral para visitas técnicas, onde são compartilhadas todas as práticas que levam à sustentabilidade na guaranicultura.

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Fotos: © Fernando Cavalcanti/Ambev

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