Pesquisadores estudam gerar eletricidade a partir da palha da cana-de-açúcar

Com grande potencial para geração de energia, a palha da cana-de-açúcar infelizmente é mal aproveitada: a destinação mais comum tem sido o descarte no campo de colheita ou a queima.

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Visando melhorar o aproveitamento desse potencial, quase todo perdido, cientistas do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas estão desenvolvendo maneiras de dominar a emissão de compostos clorados durante a combustão, gaseificação e pirólise da palha de cana-de-açúcar.

A palha da cana tem conteúdo energético similar ao do bagaço, mas apresenta um teor de cloro entre 0,1% e 0,7%, bem maior do os 0,02% do bagaço.

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Um volume maior de cloro propicia a formação do ácido clorídrico (HCl), por exemplo, que tende a corroer as tubulações de vapor que canalizam a combustão. Esse teor elevado pode propiciar a formação do ácido clorídrico (HCl) e corroer as tubulações de vapor utilizadas durante a combustão.

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“Além disso, a combustão também pode gerar a emissão de poluentes atmosféricos como gases ácidos, dioxinas e furanos”, explica Ademar Hakuo Ushima, cientista e pesquisador do Laboratório de Engenharia Térmica do IPT.

Pesquisadores estudam gerar energia a partir da palha da cana-de-açúcar
O material possui potencial para geração de energia similar ao do bagaço da cana. Foto: Reprodução.

De modo a iniciar uma nova fase da pesquisa neste ano, o IPT construiu dois equipamentos em escala laboratorial que avaliam o rendimento energético e também o nível de emissão de poluentes gerado nos processos de pirólise (transformação por aquecimento de uma mistura ou de um composto orgânico em outras substâncias), gaseificação e combustão de resíduos agrícolas.

Por meio desses equipamentos e dominando os mecanismos de formação de produtos clorados no reaproveitamento da palha de cana, os pesquisadores acreditam que encontrar uma solução para o problema da corrosão de reatores e tubulações seja uma questão de tempo. “O objetivo é dar suporte técnico ao setor sucro-alcooleiro do estado e desenvolver novas tecnologias para o aproveitamento energético de resíduos”, finaliza o pesquisador.

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Fonte: Ciclo Vivo/Foto destacada: Reprodução

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