Cientistas vencem Nobel de Medicina por terapia contra o câncer

Os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina deste ano são dois cientistas que descobriram um tipo de terapia mais eficiente contra o câncer.

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O americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo ganharam 4 milhões de reais pela descoberta da terapia que incentiva o ataque de células de defesa do organismo contra os tumores.

Trabalhando separadamente, a dupla conseguiu entender o funcionamento de duas proteínas (CTLA-4 e PD-1) que acabam paralisando o sistema imune do paciente durante o tratamento do câncer.

Leia também: Pesquisadores criam sorvete que ameniza efeitos da quimioterapia

Pesquisador da Universidade do Texas, o imunologista James P. Alisson estudou a proteína CTLA-4. Ele teve seu “Momento Eureka” quando descobriu que a criação de um bloqueio da proteína poderia sabotar o freio dos linfócitos T, permitindo que as células atacassem o tumor novamente.

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“Os tumores produzem as proteínas, chamadas de checkpoints, que bloqueiam o linfócito T, que é a célula mais importante do sistema que ataca o tumor. Essas drogas [pesquisadas] retiram esse bloqueio e recuperam o poder de ataque dos linfócitos que estavam paralisados por essas proteínas”, explicou em entrevista para o G1 o oncologista Fernando Maluf, diretor associado do Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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O também imunologista Tasuku Honjo, da Universidade de Kyoto, estudou a proteína PD-1, que também atuava sobre os linfócitos T, mas de forma diferente. Depois de experimentos em laboratório, um estudo de 2012 também demonstrou sua eficácia em tratar pacientes com diferentes tipos de câncer.

Allison disse para a agência de notícias alemã Deutsche Welle que buscou “compreender a biologia das células T, essas células incríveis que viajam pelo nosso corpo e trabalham para nos proteger”.

Ainda de acordo com a agência, Honjo compartilhou sua alegria de ouvir dos próprios pacientes que conseguiram se recuperar de doenças graves graças as suas pesquisas. Ele afirmou que deseja continuar com os estudos para salvar um número maior de pessoas.

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A descoberta de Allison e Honjo enche de esperança Klas Kärre, membro do comitê do Nobel, que diz acreditar em “curar o câncer com isso”.

Essa não é a primeira vez que uma pesquisa relacionada ao câncer venceu o Nobel de Medicina. Antes dela, vieram o tratamento hormonal contra câncer de próstata (1996), a quimioterapia (1988) e o transplante de medula para tratar leucemia (1990).

crédito das fotos: Divulgação

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