Cineasta que morou em vagão de trem abandonado e foi desacreditado reescreve a própria história; assista

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vagão de trem abandonado

O enredo da vida do hoje cineasta Flavio Dutra tinha tudo para seguir um caminho diferente. Mas o menino que morou em um vagão de trem na infância e foi desacreditado na adolescência assumiu o controle da própria história.

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Os pais de Flavio tinham problemas sérios com o alcoolismo e ambos acabaram morrendo de cirrose. Primeiro, o pai, que terminou a vida catando papelão e latinhas para vender, pois o vício lhe tirou todos os trabalhos como pedreiro.

Foi então que o irmão mais velho de Flavio, Eduardo, que na época tinha apenas 18 anos de idade, decidiu levar a mãe e seus outros irmãos para morar com ele em uma ocupação irregular, em Campinas (SP). Porém, Eduardo ainda estava construindo a casa.

vagão de trem enferrujado parado linha
Flavio viveu uma parte da sua infância num vagão de trem abandonado. Foto: Pixabay

Até que ficasse pronta, a família foi morar em um vagão de trem abandonado e lá permaneceu durante três meses. Enquanto isso, a mãe de Flavio se afundava ainda mais no álcool, até não resistir mais e falecer.

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As coisas começaram a melhorar depois que o irmão de Flavio rompeu com sua antiga companheira e começou um novo relacionamento, criando condições para que fossem morar em um bairro.

A ‘virada’

Flavio foi obrigado a amadurecer rapidamente. Sentia que precisava ajudar o irmão nas despesas de casa. Por isso, começou a trabalhar muito cedo. Na rua, vendia coxinha, mel e topava qualquer trabalho que surgisse.

O “ponto da virada” veio entre os 16 e 17 anos. Época em que Flavio trabalhava entregando panfletos. Certo dia, ele olhou para um panfleto e disse a um colega: “Um dia, quero ser designer gráfico”.

O rapaz riu dele, mas Flavio levou a promessa a sério. Sem dinheiro para pagar um curso, Flavio improvisava, estudando Photoshop em uma lan house!

rapaz mexendo computador teclado colo
Flavio ia para uma lan house aprender Photoshop. Foto: arquivo pessoal

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Cineasta

Flavio cumpriu a promessa conseguindo seu primeiro emprego como designer gráfico. Depois que saiu da empresa, deu um passo além!

Fez diversos cursos de cinema e começou a rodar seus primeiros curtas-metragens. Em 2009, Flavio, que hoje tem 33 anos, tomou coragem e fundou a FD Produções, a sua produtora de vídeos, em Pitanga (PR), onde reside atualmente.

rapaz segurando filmadora fazendo sinal positivo outra mão parque
Foto: arquivo pessoal

“Daí pra frente eu fui melhorando. A melhor forma da gente crescer na vida é conhecer nossos pontos fortes e negativos. E transformar isso em evolução constante, sabe? Tomei coragem e falei, ‘vou criar a minha própria empresa’”, diz Flavio.

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Flavio é o convidado do 20º EP do Cafezoom. No vídeo abaixo, ele fala ainda sobre como deixou de ser ateu estudando Teologia e o que espera das pessoas no momento em que estamos atravessando, pelo retrovisor da sua trajetória até chegar aqui…

Dá o play!

Os outros episódios do Cafezoom estão disponíveis para você maratonar aqui.

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