Como a economia compartilhada de carros pode aproximar as pessoas

Você já ouviu falar sobre “economia compartilhada”? É quando substituímos a compra de um produto pelo acesso a esse produto.

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O termo pode parecer novo, mas essa prática não é nenhuma novidade. Basta pegarmos o exemplo de quando emprestamos uma roupa, um sapato, qualquer coisa que seja, para um amigo. Ao invés de vender, você empresta durante um tempo, podendo, ou não, cobrar por isso.

A economia compartilhada tem se espalhado no mundo todo. Não resta dúvidas de que é uma tendência que veio para ficar. Por isso mesmo, surgem com cada vez mais frequência empreendimentos com foco nesse modelo de economia.

Aqui no Brasil, a startup Parpe, encubada pela agência Vollup, dos sócios Lucio Gomes, 33, e Felipe Faria Ziegelmeyer, 31, caminha nessa direção.

O empreendedor à frente da startup de compartilhamento de veículos, Guilherme Cury, 22, conversou com a gente sobre o desenvolvimento do negócio, como tem sido a aceitação das pessoas, como o serviço é oferecido, os usos que as pessoas podem fazer dele, e, mais do que isso, sobre os benefícios sociais e ambientais de uma economia que aposta as suas fichas na confiança de uma pessoa na outra.

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1) Guilherme, fale um pouco sobre esse começo de trabalho da Parpe.

A gente escolheu começar só com o carro e pensamos neste ano abrir pra barco, mas, primeiro, a gente quer se estabilizar em carro. Fazer o negócio girar legal, aprender. Até agora estamos com 300 condutores cadastrados que estão sendo aprovados pelo seguro, tanto o condutor quanto o proprietário do carro.

2) Como tem sido a aceitação das pessoas?

A galera está aceitando bem, entendendo mais fácil do que a gente imaginava, o que é o modelo, o que está acontecendo, qual é a proposta, que ela pode estar fazendo uma renda com aquilo, que ela pode estar usando o dinheiro para os próprios custos do carro e que ela usa o carro uma hora por dia, no máximo, e que aquilo pode deixar de ser um peso.

3) São muitos os usos que as pessoas podem fazer desse serviço, correto?

Não é só mais pra viagem, são outros usos pontuais, que estão nascendo junto com essa possibilidade de alugar mais barato que uma locadora, e não é burocrático.

4) E como é relação entre quem procura e quem aluga o carro?

A gente tem percebido que o fato da pessoa ir até a casa de outra pessoa, conversar, combinar, é flexível. Ela pode combinar a hora de retirada, a pessoa pode aceitar ou não. E, como só tem gente aprovada, as pessoas se sentem mais confortáveis.

5. A economia compartilhada é também uma alternativa ecológica, de mobilidade e de aproximação das pessoas?

Tem um dado muito forte que diz que a cada carro que você compartilha, ele tira, em média, de 13 a 15 carros da rua. Então, o impacto de mobilidade é muito grande, diminui cerca de 13 vezes o espaço que você ocupa e também são 13 carros a menos poluindo.

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Mas outra pegada muito forte, que a gente tem sentido, é a parte social da coisa, da pessoa conhecer alguém, de pegar o carro de outra pessoa, dela falar com alguém. Por isso que a gente só habilita o cadastro via Facebook, pra quando a pessoa solicitar o aluguel do carro conhecer quem está alugando. As pessoas acabam se conhecendo, é como o Airbnb. Então, isso é muito mais forte mesmo do que a parte da economia, de você poder eliminar custos ou otimizar o seu ativo.

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