Como a fé da minha mãe ajudou a me livrar de um tumor no cérebro

O relato que recebemos da Patrícia Tamanaka mostra o poder da fé de uma mãe na recuperação de uma filha que foi diagnosticada com um tumor no cérebro que poderia levá-la à morte. Patrícia agradece até hoje pela mãe não ter aceitado passá-la pelo procedimento indicado pelos médicos. Leia:

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“Tudo começa quando a minha mãe tentava engravidar. Isso demorou 10 anos, quando ela já tinha desistido e ia adotar uma criança. Então ela tinha descoberto que estava grávida de mim.

Depois que eu vim, meus pais ficaram mais do que felizes, claro. Eu nasci em uma sexta-feira, era quase meia noite. Quando eu saí da barriga da minha mãe, surpreendentemente, não chorei, eu nasci com febre. Eu fiquei mais oito dias no hospital, porque eles pensavam que eu estava com problemas respiratórios. Como eu não tinha nada, pra casa. Enfim, era tudo o que eles queriam, uma linda filha e de parar o trânsito hahaha, não querendo me gabar, mas eu literalmente uma vez parei o trânsito.

fé da minha mãe

Bom, essa felicidade toda durou 3 anos. Eu amava ir à escolinha, bons tempos quando tudo era fácil, não tinha essa pressão toda da sociedade, só ser feliz. Enfim, um belo dia eu estava saindo de casa para ir à escolinha, quando eu caio da escada que dava acesso ao portão. Pronto, meus pais entraram em desespero, eu lembro até hoje, parece que foi uma coisa que me empurrou, porque eu estava em um degrau e fui falar com a minha mãe, me virei e de repente já estava espatifada lá em baixo no chão. No começo, eu estava sentindo só uma dor no pescoço, mas não era nada grave pra mim.

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No dia seguinte, eu acordo e chamo a minha mãe. Falo para ela me carregar no colo, minha mãe começou a estranhar, mas o que ela estranhou mesmo é que depois eu estava arrastando a minha perna direita e fazendo as coisas com a mão esquerda, pois eu era destra. Minha mãe me levou direto para o hospital, era um sábado, então minha tia estava lá comigo. Fiz vários exames e não tinha nada, mas o que uma médica observou é que meu rosto estava torto, ou seja, eu tinha sofrido um derrame. Fizeram uma tomografia e lá estava um tumor cerebral. Minha tia que recebeu a notícia, ela fala que naquele dia o chão se abriu literalmente. E a minha mãe tinha voltado para casa eu não lembro o porquê. Enfim, minha tia ligou para ela e falou que os médicos queriam falar com ela, minha mãe pensando que não era nada grave, na inocência, ela soube que a filha dela, aquela que ela esperou 10 anos tinha uma doença tão grave a ponto de morrer. Eu ia ser operada naquele hospital mesmo que eu estava, mas a médica tinha indicado um dos melhores neurologistas especializado em crianças, do Hospital das Clínicas, em SP. Eu estava internada no hospital e minha mãe não podia simplesmente me tirar de lá, dito isso, passou uma semana eles me liberaram pois eu não estava sendo medicada, eu estava só esperando a cirurgia. Foi o momento que a minha mãe aproveitou e me levou nesse médico. Depois disso eu já fui internada e operada, pois o tumor estava crescendo. Pelo que eu me lembro passei por várias coisas depois, como por exemplo, eu na primeira cirurgia para raspar minha cabeça, eles tiveram que me dar anestesia, porque eu amava meu cabelo e não queria que eles tirassem de jeito nenhum. Depois que a cirurgia tinha sido concluída, eu estava na UTI e uma criança de camisola verde veio falando para mim: “não se preocupa seu cabelo irá crescer”. Só que até então eu não sabia que tinha raspado a minha cabeça porque eu tinha tomado anestesia e então sido operada, minha cabeça estava toda enfaixada. Nisso os médicos me tiraram lá da UTI, falaram que, como só tinha eu de criança, não dava para me deixar muito tempo lá. Voltando para o quarto eu tinha contado toda história para minha mãe, mas os médicos tinham dito a causa e a minha mãe ficou de queixo caído. Porque ela estava se preparando para contar que tinham raspado meu cabelo. Enfim, foi um anjo que me contou.

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Depois eu fui para a segunda cirurgia, pois o tumor estava crescendo muito rápido. Então eu fiz a cirurgia pela segunda vez, eles tiraram só uma parte outra vez, pois a outra estava grudada no meu cérebro. Depois disso ele crescia de novo, então eles tentaram quimioterapia. Era um horror, eu lembro até hoje quando vomitei pela primeira vez na minha vida. Olhei assim, como se tivesse saído um órgão do meu corpo. Os médicos viam que não estava funcionando, então falaram com a minha mãe sobre radioterapia. No meu caso, a radioterapia iria me afetar muito porque iria acabar com o meu cérebro e iria ficar retardada. Minha mãe não quis, claro. Ela falou que não queria uma filha retardada e perguntou se tinha outra saída. O neurologista falou que iria fazer o possível, mas se não tivesse mais o que fazer, ele iria recorrer à radioterapia. Eu tinha uma ultra super memória, pois quando eu ia em consultas com a minha mãe, o médico falava e eu decorava tudo, nome de remédio e para que ele servia. Eles ficaram tão impressionados com isso que pediu para minha mãe não me levar mais, se não fosse para examinar, pois eram muitas informações que eu, criança, não tinha que saber. Enfim, eu estava era ferrada.

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Em casa, um dia eu estava brincando, no quarto da minha mãe. Eu tinha uma cadeirinha e a faxineira estava lá e ela tinha colocado em cima da cama. A minha mãe falava: “Não senta ai porque você vai cair.” Eu não podia bater a cabeça. Porém como toda criança, eu fiz, eu sentei na cadeira em cima da cama e sim, eu caí e bati a cabeça. Pronto, a minha mãe ficou desesperada e ela falando: “Eu disse para você não fazer isso.”, mas como eu era uma criança não entendia o mal que aquilo podia fazer. Podia ter dado hemorragia ou algo do tipo. Depois de alguns dias, eu passei pelo médico de novo, eu fiz ressonância (o exame que eu mais odiava na Terra) e depois ido para levar o resultado. Naquele exame o neurologista viu que o tumor tinha soltado e falou para minha mãe que iria fazer a última tentativa. Eu, inocentemente pensando “nossa será que ele vai fazer a cirurgia porque eu caí”, mas na minha teoria, foi por isso. Para mim, com essa queda é que soltou o tumor, pois foi logo em seguida. Resumindo, ele conseguiu tirar o tumor e nunca mais cresceu. Se eu não tivesse caído daquela escada eu estaria morta hoje, pois eu iria viver até os oito anos no máximo Por 5 anos eu fiz acompanhamento, tive que fazer várias ressonâncias e consegui fazer sem anestesia que foi uma outra vitória.

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Seis anos depois, a minha mãe faleceu e eu tive que continuar vivendo, o exemplo de mulher que ela deixou foi surpreendente. O que a fé de uma mãe pode fazer.”

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Fotos: Arquivo Pessoal

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