Como podemos mudar o mundo lavando louça

Você pode achar que, para mudar o mundo, precisa se lançar em uma missão humanitária do Médicos Sem Fronteiras. Mas, talvez por se cobrar tanto, você tenha deixado escapar uma, ou muitas, oportunidades para tornar o mundo um lugar melhor.

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Autor do manual Como mudar o mundo, o jornalista inglês John-Paul Flintoff defende que não precisamos fazer muita coisa. Para ele, a ideia de que só ajudamos a mudar o mundo com uma ação que demanda muita entrega e dedicação, não é totalmente verdadeira. Na verdade, esse pensamento impede que as pessoas pratiquem atos de bondade no seu dia a dia.

Uma resenha feita por Gustava Mini, ele diz que essa é a principal beleza de “Como mudar o mundo”. Segundo ele, não queremos mais alguém nos dizendo populisticamente que deveríamos levantar a bunda do sofá e revolucionar as coisas. Esse tipo de chamado acaba distanciando as pessoas do ativismo social por deixar pesado um campo que já não é fácil de digerir.

Embora bilhões de pessoas se comovam com as dificuldades de seus pares, poucos se consideram à altura de Gandhi ou de Nelson Mandela na hora de botar a mão na massa. As histórias de figuras como essas são repletas de lances grandiosos e momentos históricos, o que pode nos ensimesmar diante do desafios cada vez maiores que se apresentam do ponto de vista da coletividade.

“Concentrar-se demais em batalhas monumentais – como aquela do estudante chinês solitário que, na Praça da Paz Celestial, em 1989, foi com suas sacolas de compras bloquear uma fileira de tanques – pode ser desnorteador. A ética surge em nossas vidas de formas muito mais comuns, corriqueiras”, diz Flintoff no capítulo 2 de “Como mudar o mundo”.

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mudar o mundo é mais simples

Todos querem mudar o mundo e ninguém quer lavar a louça

Antes de querer mudar o mundo, talvez devêssemos lavar a louça suja que está parada na pia. Quem nunca ouviu o ditado que diz: “Todos querem mudar o mundo e ninguém quer lavar a louça”? Pois é. Possivelmente, porque esse tipo de coisa não vira notícia…

mudar o mundo

Depois de entender que somos parte da mudança que queremos ver no mundo, devemos pensar antes de agir. Agir por agir não leva a gente a lugar algum. “Se você não souber o que quer consertar, será impossível fazê-lo”, afirma o escritor. Não vale listar ações muito genéricas e pouco factíveis, como acabar com a “guerra, fome e pobreza” no mundo.

Flintoff sugere que precisamos refinar nossos impulsos antes de partir para ação. Você pode, por exemplo, ajudar a reduzir a fome entregando quentinhas para sem-tetos no inverno, criar campanhas publicitárias para uma ONG ou se candidatar a vereador para influenciar as políticas públicas. Todos esses caminhos são válidos, só depende de cada um saber onde pode ajudar mais.

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Segundo Gustavo Mini, que escreveu o simpático artigo para o site Conector, “um dos efeitos mais interessantes do avanço da cultura digital é a globalização definitiva da ideia de que tem muita coisa pra se consertar no mundo. Antes da internet, nosso contato com os problemas ao redor do planeta não apenas dependiam da edição das agências de notícia e dos grandes veículos como tinham interferência limitada no nosso cotidiano, ficando restritos aos horários de noticiários de rádio e tv ou ao momento da leitura do jornal. Com a internet, a coisa é bem diferente: a qualquer momento podemos ser (e frequentemente somos) impactados via rede social ou email por fotos, vídeos, reportagens, abaixo-assinados e todo o tipo de registro de mazelas, tragédias e falcatruas. Como se não bastasse, esses impactos vem dos lugares mais variados. Pode ser um desabamento no estado vizinho ou um assalto no prédio vizinho, um atentado terrorista do outro lado do oceano ou crianças passando fome do outro lado da rua. A avalanche de informação típica da era digital não é feita apenas de frivolidades e o contato constante com certas realidades toca a todos por alguns segundos, deixando sempre uma pergunta no ar: o que é que eu posso fazer?”

Vale a pena conferir a palestra do autor de “Como mudar o mundo” no TEDxAthens 2012 (áudio e legenda em inglês):

Imagens: Reprodução

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