Comprar um iogurte foi o primeiro sonho da medalhista e velocista Terezinha Guilhermina

A mineira Terezinha Guilhermina nasceu em cima de uma carroça, numa família de 13 irmãos na cidade de Betim. Ao longo da infância e de boa parte da juventude não sabia que tinha retinose pigmentar, doença congênita na retina que afeta as células responsáveis por captar a luminosidade. Quando tinha 16 anos, já estava com perda superior a 95% da visão.

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Mas, a vida seguiu para ela e no ano 2000 concluiu a graduação em Psicologia. Sem encontrar vaga no mercado de trabalho e sem dinheiro para comprar um tênis de corrida, que tanto queria praticar, achou um maiô guardado no armário. Assim começou a praticar natação aos 22 anos, através de um programa de esportes para pessoas com deficiência, promovido pelo governo local, que oferecia oficinas de natação e atletismo, seu verdadeiro sonho.

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Foto: André Jung | Union Sports Management

Alimentando essa vontade, ela voltou da aula e comentou com a irmã que queria correr. Generosa e, quem sabe, com uma intuição de que aquele seria um pequeno passo para grandes vitórias, a irmã deu à Terezinha o único tênis que tinha e neste momento era o início de uma nova jornada, enfim, dentro do atletismo.

Aí veio a realização de um outro sonho, esse bem curioso e que revela o quanto o mais singelo desejo pode ter um valor enorme. Vencendo em segundo lugar na primeira prova que participou na vida, de 5 km, usou uma parte do prêmio de R$ 80 para comprar iogurte de chocolate.  “Quando recebi meu prêmio, eu me senti milionária. Fui ao mercado e comprei meu iogurte favorito. Quando eu era pequena, meus pais não tinham condição de comprar, contou ao site do Comitê Paralímpico Internacional.

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Dali em diante, nada mais a pararia. Obstinada e de origem simples, atualmente tem seis medalhas olímpicas: Bronze nos 400m rasos em Atenas-2004; Ouro nos 200m rasos em Pequim-2008; Prata nos 100m rasos em Pequim-2008; Bronze nos 400m rasos em Pequim-2008; Ouro nos 100m rasos em Londres-2012; Ouro nos 200m rasos em Londres-2012.

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Foto: André Jung | Union Sports Management

Seu alto nível de performance na categoria T11, destinada a quem tem mínima ou nenhuma visão, também a rendeu o título de atleta cega mais rápida do mundo, de acordo com Guinness Book em 2012, por conta do tempo de 12.01s na prova dos 100m rasos dos jogos paralímpicos de Londres. Além de ser tri-campeã paralímpica, foi 8 vezes campeã-mundial e 9 vezes Campeã parapan-americana.

Tanta garra, talento e força de vontade a levou até o maior velocista do planeta, o jamaicano Usain Bolt, que teve a experiência de ser seu guia em abril de 2015, durante o evento Mano-a-Mano, no Rio de Janeiro. O gesto de gentileza com a atleta se esticou para 2016, quando Bolt usou as redes sociais para saudar a brasileira.

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Foto: Reprodução/Terezinha Guilhermina

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Atualmente com 37 anos, ela relembra sua primeira conquista da vida: Quando eu comprei o iogurte, eu sabia que estava realizando um dos meus sonhos, que era comer meu iogurte depois de ganhar uma corrida. Naquele momento eu prometi a mim mesma que continuaria treinando pesado e a correr mais rápido para me tornar a melhor velocista do mundo. Eu não queria mais lutar para comprar tênis ou minhas comidas favoritas”.

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Estilosa, exibe suas madeixas cor-de-rosa nas Paralimpíadas do Rio ao lado dos guias Rafael Lazarini e Rodrigo Chieregatto, em busca do ouro nos 400m e 4 x 100m. Irradiando cores, ela segue na pista alimentada pela torcida, que vibra por suas vitórias.

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Foto: André Jung | Union Sports Management

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Foto: Reprodução/Terezinha Guilhermina

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Foto: Reprodução/Terezinha Guilhermina

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Foto: Reprodução/Terezinha Guilhermina

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Foto: Reprodução/Terezinha Guilhermina

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Foto: André Jung | Union Sports Management

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Fotos: André Jung | Union Sports Management

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