Conheça um site com pequenas histórias de gentileza que melhoram nosso dia

Sabe aquelas pequenas situações que acontecem na sua vida, e que acabam marcando, tanto pela simplicidade quanto pelo ato de gentileza ou a situação bacana que você passou, que por mais pequena que seja, ganham um grande significado, pois nos lembram que podemos ser pessoas melhores.

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Pois é, a Juliana Casemiro resolveu então criar um site para publicar essas lindas histórias de amor ao próximo, o projeto foi chamado de “Temporary People”, pois trata-se de pessoas que passam em nossa vida e sequer sabemos o nome, mas o pequeno ato que ela fez é capaz de nos marcar pra sempre.

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Resolvemos separar algumas histórias para você se inspirar:

Quem conta: Carol Dias – Gentileza gera gentileza, sim!

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“Era janeiro e fui com o meu namorado para Buenos Aires. Tinha marcado com o guia Jeff, um brasileiro e morador da cidade há 30 anos, para nos pegar no aeroporto. O que era para ser só um transfer, virou uma aula incrível de história sobre a aristocracia portenha.

Eu expliquei que conhecia a cidade, mas que meu namorado não e gostaria de levá-lo nos principais pontos turísticos aquele dia. Jeff nos pegou, nos guiou por todos os lados, tirou fotos e nos levou para uma das experiências mais incríveis das nossas vidas – o Zoo de Luján. Curtimos demais o dia!

No dia seguinte tive a idéia de fazer um passeio pelo Trem de La Costa. Pegamos o primeiro ônibus que passou e que deveria nos levar à estação mais próxima. Dentro do ônibus não tinha cobrador e nós não entendemos nada! Como não tinha cobrador no ônibus, ficamos confusos e perguntamos pro motorista se aquele era o ônibus certo.

Foi quando uma brasileira viu nossas caras de “somos honestos, queremos pagar” e nos explicou como funciona o sistema lá. Ela contou que sofreu bastante por conta disso nos primeiros dias da sua viagem e nos ofereceu para passar o cartão dela, uma enorme surpresa! Conversamos bastante e dei um cartão do Jeff que tinha comigo. Quando chegamos no nosso hotel, o guia já tinha nos escrito pelo Facebook agradecendo a indicação da passageira e contando que naquele mesmo dia fizeram um passeio!

Tudo me levou a crer que gentileza gera gentileza. Mesmo! Se o Guia Jeff não tivesse sido tão atencioso, se a mulher que nos pagou a passagem não tivesse nos ajudado e se eu não tivesse dado o cartão dele, a vida continuar com mais “se’s”. Acho que precisamos nos permitir mais e permitir aos outros também!”

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Quem conta: Juliana Casemiro – Eu não queria ser vista

“Era um daqueles dias que saí de casa desejando que meus óculos de sol fossem uma burca.

Resolvi umas coisas e terminei o itinerário em uma loja de cosméticos pra ver se dava uma ajudada ali. Selecionei o que queria levar e fui pagar.

No caixa, sinto uma “tapa” no meu cabelo. Não foi agressivo, mas foi surpreendente. E a mulher que estava no caixa ao lado falou bem alto:
– Menina, que brilho é esse!!!
– Ah, obrigada!
Sorri, desejando a burca como nunca. Ela continuou:
– Sério, o que você usa no cabelo?
Contei, falando baixo e super envergonhada. Tinha uma fila de pessoas atrás.
– Olha, parabéns! Amei esse seu brilho todo! Pode sorrir!
– Imagina, não é nada…
– Por favor, aceite meu elogio!

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E, sem burca, mas ainda com os óculos, eu aceitei.”

Quem conta: Carolina Carvalho – Tomei uma chuva de lavar a alma e aquecer o coração

“Quem me conhece bem sabe que tenho Síndrome do Pânico desde muito nova. Mesmo assim, posso dizer que levo isso o mais na boa possível. Mas, óbvio, nada disso impede que eu passe por situações bem inusitadas.

Um dia precisei sair a pé de casa. Logo, começou a ameaçar um temporal. Fiz o que tinha que fazer e, na volta da caminhada, começou a chover muito, com ventos super fortes. Pra chegar na minha casa eu ainda precisava encarar uma quadra de subida, que fiz quase correndo. Detalhe: estava com uma blusa branca, então andava rápido e com as mãos me cobrindo. Já estava encharcada.

Quando terminei a subida, já na esquina da quadra da minha casa, caía chuva de granizo com pedras enormes. Eu tentava caminhar, me proteger e contra o vento ficou tão difícil que travei.

Na esquina estava parado um caminhão de lixo. Os lixeiros, percebendo meu desespero, chamaram para eu entrar no caminhão. Vários carros pararam nas ruas porque realmente estava impossível dirigir. Mesmo assim, eu fiquei com um pouco de medo. Mas, como falei, estava travada. Foi uma sensação diferente de outras situações de Pânico que passei, onde eu fazia o contrário e fugia do lugar que eu me sentia mal.

Entrei no caminhão. Tinha uma meia dúzia de garis encolhidos lá dentro da cabine e ainda me cederam o lugar ao lado do motorista. Ainda com receio, sentei e deixei a porta aberta. Pensei que, qualquer coisa, eu poderia pular! Bobeira minha, pois começou a entrar muita água e molhar ainda mais todo mundo, então fechei a porta. Puxei papo, encolhida ainda por causa da blusa e envergonhada com a situação. Comecei a interagir, perguntar sobre a coleta de lixo, como era o trabalho deles e tal. Foi bom o papo! A chuva continuava muito forte. E eu estava há uns 50 passos de casa.

Então meu celular tocou – era minha irmã perguntando onde eu estava. Quando contei, foi pura risada. Era possível ver o caminhão da janela.

Enfim, a chuva diminuiu, agradeci muito e fui embora. Eles me salvaram naquele dia!
E essa minha história rende muitas risadas entre meus amigos e família até hoje.”

Essas e outras histórias de gentilezas você pode encontrar no site da Juliana acessando aqui.

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