Criança emociona eletricista que cortou a luz da sua casa no Paraná

Certas histórias são como um soco no estômago, deixam a gente sem ar. Algumas arrancam sorrisos, outras, lágrimas.

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O João Cândido da Silva Neto chorou, mas foi de felicidade. Uma felicidade que nos dá esperança: esperança nas crianças. Pois é assim que ele descreve uma situação que o faz acreditar nas futuras gerações de brasileirinhos e brasileirinhas.

Ele é funcionário da Companhia Paranaense de Energia (Copel), em Santo Antonio da Platina, no norte do Paraná. Com muita dor no coração, João teve que cortar a luz de uma casa humilde, pois a moradora estava com duas contas vencidas.

“Pra mim o corte é uma atividade desagradável, em qualquer circunstância, apesar de obrigatório, e se a família for pobrezinha é mais doído ainda: a tal atividade “culposa” (sem intenção de cortar!)”, escreveu João no Facebook.

Enquanto se preparava para ir embora, uma das crianças que moram no “barraco de madeira” perguntou para João se ele tinha 1 real. João deu o único dinheiro que tinha na carteira, uma nota de 5 reais. Mas, avisou ao garoto: “É pra vc dividir com suas irmãzinhas”.

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No final da tarde, a mulher pagou as contas pendentes e João precisou voltar para fazer a religação da luz. As crianças saíram eufóricas quando ouviram o barulho da caminhonete. “Ainda bem que vc veio!”, disse a criança que ganhou de Joao a nota de 5 reais.

Joao achou que a felicidade do garoto era por causa da luz, mas não. O pequeno queria mesmo devolver o troco do dinheiro que ele ganhou. “Não, não quero troco… Era tudo de vcs!”, disse Joao. “Mas não era 1 real pra cada um?”, respondeu o pequeno. “Pode ficar pra vcs!”.

Confira o relato na íntegra (com um lencinho a tiracolo):

“AINDA BEM QUE VOCÊ VEIO!
Por: Joao Neto
– Vc vai cortar a luz, moço? Perguntou a mulher sentada num banco de madeira, acompanhada por 3 crianças descalças.
– Sim, respondi.
– Tudo bem, estou com duas atrasadas, mas só recebo dia 9.
– Mas hoje é dia 9, ponderei.
– Sério?
– Sério, e se a senhora pagar hoje é só pedir a religação que antes das 6 eu volto!
– Combinado, disse ela!
Pra mim o “corte” é uma atividade desagradável, em qualquer circunstância, apesar de obrigatório, e se a família for pobrezinha é mais doído ainda: a tal atividade “culposa” (sem intenção de cortar!).
Antes de sair, enquanto encerro o serviço no tablet, as 3 crianças se aproximam e pedem:
– Moço, vc tem 1 real?
Sem moedas no bolso, abri a carteira e encontro uma solteira nota de 5 reais… Entrego pro menino e ordeno:
– É pra vc repartir com suas irmãzinhas.
Ele balançou a cabeça positivamente, e falou: “tábão”!
Fui embora pensando nas crianças pidonchando, mas, vida que segue!
Bem de tardezinha caiu a religação da casinha de madeira torta… Segui pra lá… Eu tinha o dever de devolver luz para aquela criançadinha, era, pra mim, o momento da redenção.
Ao ouvir o barulho da camionete, todos saíram eufóricos. O menino (Eugênio) vem até mim e diz todo alegrinho:
– Ainda bem que vc veio!
Pensei que tivesse feliz pela luz… Só que não… Ele abre sua mãozinha suja e suada e exclama:
– Toma seu troco!
Naquele instante, ao me devolver 2 reais “Geninho” estava me mostrando o maior exemplo de honestidade e responsabilidade que eu já tinha visto na vida.
– Não, não quero troco… Era tudo de vcs!
– Mas não era 1 real pra cada um? Perguntou!
– Pode ficar pra vcs!
Pois é, minha gente… No momento em que nosso país vive uma monstruosa crise moral, onde as instituições governamentais estão todas contaminadas pela ladroagem, rapinagem, farolagem e corrupção, me aparece um menino todo sujo e me faz crer que nosso país ainda tem jeito!
Às vezes a gente chora de alegria!
Hoje, definitivamente, vou dormir feliz!
Bom final de semana, Eugênio!”

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UPDATE!!!

Depois que a história viralizou, João voltou à casa da família, e novamente saiu de lá emocionado. “O pai disse que não precisava levar nada a eles, que tem gente que precisa mais”, disse o eletricista ao G1.

Mas, João conta que a situação da família é complicada, pois o casal, que tem três filhos (uma menina e dois meninos), está desempregado. Segundo o eletricista, o pai tem problemas cardíacos e não pode fazer muito esforço, e a mãe está doente. Eles

Alguns funcionários da Copel que fazem voluntariado estudam formas de organizar as doações para que cheguem até a família. “Eu estou muito feliz, estou transbordando de felicidade”, comemorou o eletricista, que além de fazer trabalho voluntário, escreve contos e crônicas do dia a dia.

Foto: Reprodução/Facebook

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