Criança de 5 anos que perdeu pai para Covid e levou currículo na empresa onde ele trabalhava, ganha vaquinha

Quando seu pai faleceu de Covid-19, o pequeno Murilo, 5, se sentiu na responsabilidade de ser o “homem da casa”. Com a ajuda da mãe, ele fez seu próprio currículo e entregou na empresa onde o pai trabalhava, dizendo que ‘trabalharia lá de qualquer jeito’.

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A mãe do garoto, Tatiana, está desempregada e faz bicos como manicure e faxineira. Para ajudar a família nessa nova caminhada sem o pai, seu Evaldo, criamos uma vaquinha na VOAA. Clique aqui para contribuir!

Moradores de São João da Boa Vista (SP), Tatiana e Evaldo estavam juntos há mais de 15 anos. O pequeno Murilo, dono do melhor currículo, era apaixonado no pai e vivia visitando a empresa onde ele trabalhava como segurança noturno.

Tati, Evaldo e Murilo
Tati, Evaldo e Murilo – Foto: reprodução / G1

Pai e filho eram muito próximos. “Era o herói dele”

Em Março, Evaldo foi encaminhado para a UTI, onde foi entubado e permaneceu apenas um dia, até o seu falecimento. Segundo Tatiana, houve negligência por parte do pronto socorro, que não fez o teste em Evaldo por achar que ele estava com dengue.

Hoje, ela e Murilo moram nos fundos do terreno da avó de Tati, em uma casa que ela cedeu para a família. Alguns dias após a morte do pai, o pequeno disse à sua mãe que queria um currículo para fazer uma entrevista na empresa do pai e trabalhar lá.

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Tati ajudou o filho a montar seu currículo na intenção de amenizar a dura realidade que está vivendo. Os dois o entregaram para o vigia, que era amigo do pai. Além de colar uma foto 3×4, a mãe escreveu que Murilo estuda, faz natação e ‘não fica 5 minutos parado’.

“Aí ele me entregou, falou que era pra entregar no RH e que ele queria trabalhar de qualquer jeito. Falou também que queria ajudar a mãe, pois tinha perdido o pai, e que é o dono da casa e vai pagar as contas”, disse o vigia que trabalhava com o pai do Murilo.

Tati e Murilo fazendo o currículo
Tati e Murilo fazendo o currículo – Foto: reprodução / G1

Segundo Tati, o garoto e o pai eram muito ligados, então, para ele foi uma alegria estar no lugar que ele trabalhava e ser recebido com tanto carinho. Além disso, os amigos de trabalho de Evaldo até fizeram uma vaquinha entre eles para levar brinquedos ao Murilo. 

No mês de maio, ela começou a receber a pensão por morte, mas o valor não é suficiente para manter as despesas da família. O FGTS de Evaldo também está para sair, porém o valor é baixo: menos de R$3 mil.

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A família precisa de ajuda para se manter nessa nova caminhada sem o pai, já que era ele  quem levava a única renda da casa. Clique aqui e ajude como puder! Toda doação é mais que bem-vinda. 💜

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