Cientista que criou remédio contra o câncer de ovário doa seu lucro para caridade

Uma professora que ajudou a desenvolver um novo tratamento para o câncer de ovário doou todos os seus lucros com a descoberta para a caridade.

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Nicola Curtin, 65 anos, é professora e cientista da Universidade de Newcastle, no Reino Unido. Ela passou os últimos 30 anos trabalhando no medicamento Rubraca.

Classificado como um inibidor da PARP (poli ADP-ribose polimerase), é uma importante opção terapêutica para o tratamento do câncer de ovário avançado. O medicamento elimina as células tumorais sem danificar as células saudáveis.

Professora tratamento câncer ovário doa lucro caridade

Lucro será doado para a caridade

Desde que a Universidade de Newcastle vendeu os royalties do medicamento por 31 milhões de libras esterlinas (R$ 170,2 milhões), a professora Nicola doou sua parte, avaliada em 865 mil libras (R$ 4,75 milhões), para o seu recém-criado Fundo Curtin PARP.

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O fundo apoiará uma série de ações para ajudar os jovens a superarem barreiras ao emprego ou à educação. Pessoas de baixa renda, desabrigados, negros e minorias étnicas serão priorizados, pois enfrentam “desvantagens que os impedem de alcançar todo o seu potencial”.

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“Essa jornada me fez refletir sobre minha própria vida e parece errado me beneficiar disso financeiramente”, disse Curtin. “Tenho orgulho porque essa pesquisa mudará vidas; além disso, até aqui, já tenho tudo o que preciso – um bom trabalho, uma família amorosa, uma casa bonita, mas na sociedade há muitos que não têm isso.”

“Eu sei que as pessoas são capazes de criar coisas incríveis, mas a sociedade nem sempre permite que alcancem seu pleno potencial. Assim, através do Fundo Curtin PARP da Community Foundation, quero deixar um legado duradouro que mudará vidas para melhor.”

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Quando perguntada pela Revista Times por que ela optou por doar todos os seus lucros advindos do medicamento, ela comparou seu trabalho a ganhar na loteria.

“Não acho que nenhum cientista seja movido por motivações financeiras”, disse a professora. “Em grande parte, somos motivados a descobrir as coisas. E o fato de termos ‘encontrado o ouro’ com esta droga se deve em grande parte à sorte”, concluiu.

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Fonte: GNN/Fotos: Reprodução

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