Da pobreza e do uso de drogas a professor de boxe: como o esporte marcou Lucas Cicatriz

O apelido não é por acaso. Cicatriz é como o chamam por causa da marca que leva no rosto, mas as cicatrizes das feridas de Lucas Alves de Souza são bem maiores. Depois de ter que vender tudo dentro de casa por causa de problemas financeiros, ter quase se envolvido com o tráfico de drogas, o esporte deu um novo rumo ao jovem atleta, que de aluno virou professor de boxe.

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Lucas tem 21 anos de idade, mora no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, e é um dos tantos alunos que passaram pelo Instituto Todos na Luta. Mas a trajetória até aqui, assim como para a maioria dos garotos do projeto, foi nada fácil. Cicatriz entrou no projeto numa época em que a família passava por um momento conturbado.

“Minha mãe ficou desempregada, começamos a vender as coisas de dentro da casa pra comprar comida, chegamos a vender o botijão de gás. Foram momentos muito difíceis, e as coisas foram piorando a cada ano”, relembra. Em meio a tantos problemas, Lucas foi se aproximando da vulnerabilidade e se distanciando do esporte.

jovem treinando boxe
Lucas passou por muitos momentos difíceis e quase abandonou o boxe. Foto: Arquivo pessoal

“Minha mãe não era mais presente, então eu fiquei muito largado. Comecei a ficar mais vulnerável a uma vida errada. Eu entrava e saia do projeto, até que em 2014 eu tomei uma decisão: não sair mais e ser um atleta de alto rendimento”, disse. E foi isso o que aconteceu.

Lucas passou a se dedicar aos treinamentos e a ouvir os ensinamentos do professor Raff Giglio, instrutor do Instituto. Logo se tornou bicampeão carioca na categoria até 69 kg, campeão de um torneio em São Paulo, vice-campeão dos jogos abertos de São Paulo e convocado para o campeonato brasileiro da competição em 2019.

jovem treinando boxe
Cicatriz se dedicou integralmente ao boxe, passou a treinar duro e já colhe frutos. Foto: Arquivo pessoal

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O projeto me deu acesso a outra realidade de vida, me ensinou a ser um homem disciplinado, me ensinou o que é foco, determinação, persistência e muitas outras qualidades que levo pra vida”, avalia Cicatriz.

Lucas se casou e tem uma filhinha linda de 4 anos de idade. Ele também virou instrutor de boxe e dá aulas particulares. Com essa renda, ele consegue sustentar a sua família. “Hoje minha realidade é ser um pai de família, atleta em crescimento no esporte e o principal: um homem do bem. O boxe mudou a minha vida pra melhor, sempre serei grato”, comemora.

pai mãe beijando filha
Lucas se casou, tem uma filha de 4 anos, e sustenta a família dando aulas de boxe. Foto: Arquivo pessoal

E ele quer alcançar mais conquistas na sua carreira. “O boxe me faz sonhar com uma vida melhor. Meu sonho é ser campeão mundial de boxe, e estou treinando duro pra isso. Estou aí na luta pra fazer dessa história uma história de superação e sucesso”, finalizou.

jovens treinando boxe academia
Lucas sonha em ser campeão mundial. Foto: Arquivo pessoal

Todos na Luta já impactou a vida de centenas de jovens

O Todos na Luta leva boxe de graça para moradores das comunidades do Vidigal e da Rocinha. A iniciativa é do professor Raff Giglio, que desde os anos 90 recebe em sua academia jovens em situação de vulnerabilidade social. A entidade, no entanto, foi fundada em 2010 e é apadrinhada pelo ator Malvino Salvador, que custeia aluguel e dá outras contribuições para o projeto.

“Ganhou, Causou”

Vocês viram como a história do Lucas Cicatriz é marcante, né?! Seria maravilhoso que outros jovens tivessem a oportunidade de superar seus problemas e dificuldades por meio do esporte. Podemos possibilitar isso! O Todos na Luta é um dos projetos participantes da campanha “Ganhou, Causou”, da Nestlé, que vai apoiar financeiramente três causas!

O Todos na Luta representa a causa do esporte; a ONG Caslu, criada pela jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, também no Rio de Janeiro, a causa da educação; e o projeto Pracatum, do músico Carlinhos Brown, atuante em Salvador, representa a causa da arte.

promoção ganhou causou nestlé
As três causas vão dividir o prêmio de 1 milhão. Foto: Divulgação

A campanha funciona assim: você escolhe a causa da sua preferência e cadastra um produto Nestlé. Cada produto cadastrado equivale a um voto. O prêmio final de R$ 1 milhão será distribuído entre as causas, conforme o ranking de votação.Participando da campanha, o consumidor também concorre a 1.250 prêmios instantâneos de R$ 400 e um prêmio final de R$ 1 milhão.

A maioria das marcas da Nestlé participam da promoção, como Kit Kat, Nescau, Ninho, Leite Moça, Chocolates Nestlé e Nescafé.

Como eu participo? Compre um produto Nestlé, guarde o comprovante fiscal eletrônico, e depois é só cadastrar o cupom fiscal pelo site da promoção ou pelo WhatsApp (11) 99597-5946. E já sabe: quanto mais produtos cadastrados, mais você estará ajudando sua causa favorita. A promoção encerra no dia 11 de novembro. Participe!

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