Professora insere danças africanas em escola pública do Rio e transforma comunidade

Na Escola Municipal Anísio Spínola Teixeira, em Duque de Caxias – Rio de Janeiro, uma professora resolveu investir em novas práticas para transformar realidades. Dadas as condições precárias do ambiente e até a falta de merenda, a perspectiva dos alunos não estava nada boa. Foi então que Vanessa Guimarães incluiu danças africanas na grade curricular e assim mudou o cotidiano de toda a comunidade para melhor.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Formada em pedagogia, Dança Contemporânea e Direito, a professora notou que 90% dos estudantes de sua sala são negros. Ao notar que os livros escolares não davam a devida importância à história das raízes e cultura africana, Vanessa tratou de reparar isso, até porque os próprios alunos seguiam reproduzindo preconceitos e estereótipos.

Professora insere danças africanas em escola do Rio

Com influências do educador Paulo Freire, ela aplica mudanças no ensino da instituição há sete anos. Depois de pesquisas, percebeu que além de montar um material próprio que levasse conhecimento sobre suas origens para os alunos, também precisava de uma atividade recreativa e fora da sala de aula, já que nem quadra poliesportiva a escola tinha.

Então foram incluídos em aulas jogos e dinâmicas corporais como as danças africanas, como o maculelê, o maracatu e os orixás. O objetivo é fazer com que eles se expressem, debatam, opinem, tenham orgulho de sua cor e cultura, tão fundamental na formação do Brasil e até da humanidade. Mesmo diante resistências por parte de alguns estudantes e até mesmo de seus pais, devido ao preconceito com manifestações negras, aos poucos a professora criou laços com a comunidade e a situação foi amenizando.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Professora insere danças africanas em escola do Rio 2

Danças africanas para combater estereótipos

Combatendo o ódio e a intolerância, desenvolvendo aspectos cognitivos, sócio-afetivos, psicomotores e culturais, a escola só teve a ganhar. Segundo a diretora Patrícia Blanco da Fonseca, os alunos estão mais concentrados, interessados por assuntos globais e com relações interpessoais melhores, inclusive em termos de respeito. Além disso, desenvolveram aptidões, autoestima e confiança.

No ritmo da dança, a turma aprendeu a gostar das saias floridas do Maracatu, dos turbantes e das músicas que muito dizem sobre sua própria identidade. Encontrar um lugar no mundo que amplie nossos horizontes pode ser mais fácil do que a gente imagina. Basta força de vontade!

Professora insere danças africanas em escola do Rio 3
Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Professora insere danças africanas em escola do Rio 4

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Professora insere danças africanas em escola do Rio 4

Professora insere danças africanas em escola do Rio 5

Professora insere danças africanas em escola do Rio 7

Professora insere danças africanas em escola do Rio 8

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Professora insere danças africanas em escola do Rio 8

*Com informações do jornal Extra

Fotos: arquivo pessoal/reprodução

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

Relacionados

MARCAS QUE NOS APOIAM


Quer receber boas notícias todas as manhãs?

995,778FãsCurtir
1,925,347SeguidoresSeguir
9,397SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Magazine Luiza doa 1.000 colchões e travesseiros para moradores de rua em Belém (PA)

Desde o último sábado (21), o Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, passou a receber centenas de pessoas em situação de rua da Região Metropolitana...

Após ver família comendo restos do lixo, homem abre restaurante para servir pessoas carentes

O dono de um restaurante em Vila Velha (ES) abriu seu estabelecimento para atender gratuitamente pessoas em situação de rua durante a pandemia de...

Angelina Jolie doa R$ 5 milhões para manter merenda de alunos durante quarentena

A atriz Angelina Jolie, 44 anos, doou US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões) para manter a distribuição de merendas escolares para crianças de baixa...

Idosa de 87 anos confecciona máscaras de proteção para distribuir gratuitamente no MA

Sem conseguir encontrar máscaras de proteção, a professora, bióloga e engenheira civil Renatha Costa uniu forças com sua avó, dona Bernarda, 87 anos, para...

Idoso de 80 anos constrói trenzinho para cães que resgatou das ruas

Um idoso de 80 anos passa seu tempo livre operando o que provavelmente pode ser o trem mais divertido do mundo! O senhor Eugene Bostick...

Instagram