Devolução de bolsa roubada proporciona recomeço para dependente químico

A devolução de uma bolsa roubada foi o primeiro passo para recuperação de um homem dependente de heroína, o americano Aeric McCoy.

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Ele vivia nas ruas de Baltimore quando encontrou a bolsa de uma mulher chamada Kaitlyn Smith, em julho. Ele não podia imaginar que a decisão de procurar a dona da bolsa lhe proporcionaria um recomeço, afinal, para McCoy, não existe essa de “o que é achado não é roubado”.

Na bolsa, havia uma carteira, recibos de pagamentos, contas de serviços e algumas notas pertencentes à mulher vítima do roubo. Os bandidos levaram o dinheiro e os cartões de crédito. McCoy corria o risco de ser confundido com os assaltantes, mas decidiu procurar a mulher.

“Ele disse que a bolsa apareceu do nada em um beco enquanto ele estava usando droga, e eu acredito nisso porque todos os dias desde que o conheci ele se revelou uma pessoa positiva, que não pode ser explicada além de ser uma intervenção divina”.

Ele encontrou o endereço em uma das contas e começou as buscas pelo bairro, sem se abater pela forma como era recebido em alguns lugares. McCoy foi expulso de algumas lojas por conta de sua aparência. Após procurar muito e quase dar o caso por encerrado, ele foi visto por Kaitlyn andando na rua.

“Eu ofereci o dinheiro para comprá-la e ele se recusou educadamente e insistiu que ele tinha que devolvê-la a uma senhora chamada Kaitlyn. Eu disse a ele que era essa senhora, e ele chorou, esgotado, dizendo que o encontrou em um beco perto de Upton Market”, disse Kaytlin. “Ele me disse … queria devolver sua bolsa porque alguém havia roubado seu saco de dormir e ele podia imaginar minha frustração porque se sentia do mesmo jeito”.

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Kaitlyn ficou comovida com a honestidade de McCoy e decidiu recompensá-lo. Enquanto conversavam, McCoy disse que era dependente químico e que antes administrava um negócio de paisagismo. Um acidente o impossibilitou de trabalhar há três anos. Os remédios, somados à falta de renda, abriram as portas para as drogas.

McCoy disse que gostaria de ficar limpo e se internar em uma clínica para dependentes em Fort Myers, na Flórida. Após essa conversa, Kaytlyn e uma amiga lhe deram roupas novas, um saco de dormir novinho, uma lanterna, uma mochila e uma viagem para casa. Alguns dias depois, ele ligou para Kaytlin dizendo que tinha conseguido se internar. McCoy está prestes a completar 100 dias limpo.

Mas, Kaytlin fez mais pelo seu novo amigo. Ela criou uma vaquinha online e conseguiu arrecadar quase 40 mil reais. Com o dinheiro, McCoy vai poder retomar seu negócio de paisagismo, em Maryland. Kaytlin providenciou um caminhão para transportar os equipamentos.

“Para mim, isso afirma que há um plano para cada um de nós, e a porta se abre quando seu coração abre”, concluiu Kaitlyn.

Foto: Reprodução/Acervo Pessoal

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