Estudante vende palha italiana na Paulista para cursar medicina em Harvard

A chance de você encontrar o Raony Ferreira França, 21 anos, vendendo palhas italianas na Avenida Paulista nos domingos é grande. Cada docinho vendido, é mais uma razão para acreditar no sonho de estudar na Universidade de Harvard.

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Raony está no quarto ano de medicina na Universidade de São Paulo e foi aprovado num programa de intercâmbio para ir estudar em Harvard. Filho de um vendedor e de uma dona de casa, ele vende palhas italianas para arcar com os custos da viagem e da permanência nos EUA.

O jovem estudante embarca em janeiro de 2020. Os custos totais para passar um ano estudando em Boston são de mais de R$ 80 mil. Ele conseguiu um financiamento de R$ 24 mil de um banco privado e já tinha juntado R$ 10 mil ao longo do tempo em que ficou estudando e trabalhando como monitor na universidade.

Pra conseguir o restante, ele decidiu vender palhas italianas produzidas por sua mãe. Todos os domingos ele passa mais de quatro horas junto com a família vendendo na Avenida Paulista, caminhando da estação Consolação até a Brigadeiro. O pai de Raony também vende rifas no trabalho e o estudante criou uma vaquinha virtual.

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Mais um domingo vendendo palhas italianas na Paulista para estudar em Harvard. Foto: Arquivo pessoal/Raony Ferreira França

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Num desses domingos, ele topou com Alexandre Ullmann e conseguiu convencê-lo a comprar uma palha. Alexandre é Diretor de Recursos Humanos do LinkedIn. Ele publicou um post sobre a luta de Raony na rede social.

Jovem que vende doces para cursar medicina em Harvard com diretor de RH do LinkedIn
Raony e Alexandre Ullmann, diretor de Recursos Humanos do LinkedIn. Foto: Arquivo pessoal/Alexandre Ullmann

Raony foi reprovado no primeiro vestibular, quase desistiu, mas passou em outros cinco 

Raony despertou para o desejo de estudar medicina no Ensino Fundamental. Foi exatamente quando as finanças apertaram na casa da família e os pais não tiveram mais condições de pagar a escola particular onde o filho estudava. Ele então foi estudar na Etesp de Tiradentes, escola pública técnica.

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Mas Raony percebeu que precisaria de muito mais para passar em medicina e decidiu fazer um cursinho pré-vestibular particular. Ele conseguiu uma bolsa de 70%, porém a família ainda não teria como pagar o restante da mensalidade, e foi aí que surgiu a ideia de vender palhas italianas. A mãe começou a produzir os doces e todo mundo foi vender para que Raony fizesse o cursinho para estudar medicina.

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Foto: Arquivo pessoal/Raony Ferreira França

Eu acordava às 5h da manhã, passava o dia estudando, chegava em casa às 20h e voltava a estudar de 21h até meia-noite”, disse. No primeiro vestibular ele não passou e se frustrou. “Eu chorava muito, o que não é comum. Rasguei meus resumos e joguei fora, mas minha mãe insistiu muito para continuar”, disse.

A mãe estava certa: Raoni foi aprovado na USP, Unicamp, Unifesp, UFMG, e PUC-Campinas.

Eu não conhecia ninguém da USP, parecia algo muito distante, não sabia que podia entrar lá. Mas minha irmã mais velha é a primeira pessoa formada da família e eu vi que aquilo ali de fazer faculdade era possível também para pessoas da minha condição”, disse.

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Foto: Arquivo pessoal/Raony Ferreira França

Raony entrou no curso já com o desejo de fazer intercâmbio, se engajou em vários projetos e programas de pesquisa até que foi aprovado para o programa de intercâmbio em Harvard. “Eu ouvia a palavra Harvard nos filmes, mas pensava: ‘será que um dia eu vou tá lá’ e hoje tenho a chance de ir”, disse.

E com certeza você vai, Raony! Se você não é de São Paulo, pode ajudar o Raony contribuindo com a vaquinha que ele criou, clique aqui e apoie.

Voa, garoto!

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