Após diagnóstico de doença rara e de transplante, irmãs criam ONG para incentivar doação de órgãos

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Depois de muita espera para conseguir um transplante de rim, Eva Marques, de 40 anos, de Campinas (SP), e as irmãs decidiram ajudar quem enfrenta a mesma dificuldade.

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“Em 1998, eu e minhas irmãs, Anna Paula e Anna Maria, fomos diagnosticadas com uma doença rara, que resultou em uma insuficiência renal crônica. Eu tinha 21 anos, e elas, que são gêmeas, 19. Toda semana, fazíamos no mínimo três sessões de hemodiálise, de pelo menos três horas cada uma. Além de sofrido, isso limitava nossa rotina.

Assim, os médicos nos indicaram o transplante de rim. Nós três conseguimos fazer a cirurgia em 2005: depois de muitos testes, descobrimos que não só nossa mãe era compatível como também outras duas pessoas da família. Mas, antes, ficamos por três anos e meio na fila de doadores, sem nunca receber uma chamada. Além disso, percebemos que as pessoas tinham muitas dúvidas sobre doação de órgãos. Então, aproveitamos a repercussão do nosso caso na mídia para falar da importância de doar, e, com a intenção de ajudar ainda mais nesse sentido, decidimos criar a ONG Doe Vida.

“Criamos a ONG porque só fizemos o transplante de rim por termos doadores na família.”

Conseguimos o valor para viabilizá-la no programa do Gugu e, embora tenham surgido dificuldades no caminho, como pessoas mal-intencionadas e muita burocracia, inauguramos a ONG em 2003. Hoje, o trabalho de conscientização da Doe Vida inclui visitas a hospitais e clínicas de hemodiálise e a participação com um estande na feira anual de flores de Holambra (SP). A ONG ainda oferece apoio a transplantados e pessoas que aguardam a cirurgia por meio de grupos terapêuticos e distribui cestas básicas, medicamentos e suplementos alimentares a pessoas ca¬rentes que fazem hemodiálise. É por meio dela que espalhamos amor!”

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Texto: Romy Aikawa
Foto: Marcus Steinmeyer
Conteúdo extraído da reportagem “Estamos juntos!”, publicada originalmente na Sorria #72, em março de 2020.

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