Filho diz ter “dor no joelho”, mas mãe percebe que trata-se de dor de tristeza e conversa sobre isso

Você sabia que as emoções e algumas doenças possam estar interligadas? Embora nem todos acreditem, há estudos científicos que provam a existência de doenças psicossomáticas. A mudança de padrões emocionais podem ser a causa exclusiva de uma dor física,sendo possível atenuar ou eliminar a enfermidade apenas lidando com o sentimento que a causa.

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Um post no Facebook chamou a atenção da equipe do Razões. Nele, uma usuária da rede social questiona o filho de cinco anos sobre a sua dor e se ela é realmente física.


No post, ela escreveu:

“Filho de 5 anos começa de repente a chorar muito, como se tivesse realmente se machucado. Fomos socorrer mas não era nada visível… ele estava reclamando de dor no joelho muito intensa mas não caiu, não bateu, não torceu. Fiz massagem, reiki, peguei no colo, levei pra cama, ele ainda chorando.

Começo a conversa:

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– Filho, sabe uma coisa bem engraçada que acontece com a gente as vezes?
– O que?
– A gente tem emoções dentro do nosso peito. Elas gostam de ter nome. Se estão sem nome, ficam aparecendo em forma de dores no corpo. Dor no joelho, dor de cabeça, dor de barriga… essas emoções sem nome aparecem em forma de dor e chamam nossa atenção até darmos um nome pra elas.
– O que será?
– Eu acho que uma emoção pode ter um nome: tristeza. Você está triste porque seus irmãos foram embora de novo (2 irmãos que estão morando em NY vieram passar uma semana e foram ontem embora).
– Estou muito triste mãe! (Chorando de novo. Abraço ele… ele se acalma um pouco).
– É… …e acho que tem outra aí sem nome! Vamos tentar achar o nome dela? Estou pensando aqui se você quer mesmo ir pra Ubatuba com seus tios.
– Eu quero mãe. Mas queria ficar com você também. Acabei de voltar da fazenda e fiquei um tempo sem você. Mas eu queria ir. Mas quero ficar.
– Acho que já sei o nome da emoção… confusão. Você quer ir mas ao mesmo tempo quer ficar porque está com saudades de casa e de mim.
– É mãe, estou com confusão.
– Então vamos fazer assim: você fica comigo e daqui a uns 3 dias vamos visitar eles em Ubatuba, vamos juntos.
– Boa idéia… (mais calmo). … mãe… …a dor no joelho passou…

(Dormiu).”

 

Mila Motomura, responsável pela publicação, trabalhou 10 anos como psicóloga clínica e sempre tentou passar uma educação mais humanizada e sensível para seu filho.

“Eu respeito deixar a criança saber o que ela quer, e a ajudar a entender o que está acontecendo com eles. A escola complementa a educação em casa. Eles respeitam cada criança, o brincar e a infância acima de tudo”, explica Mila, com exclusividade para o Razões.

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“Ele é um menino muito presente, bem resolvido, espontâneo, calmo.

Acho que é um conjunto de fatores que faz ele ser assim
mas o cuidado com as emoções e principalmente o se sentir escutado, olhado, respeitado, faz a maior diferença”, continua.
Mila também disse que sempre teve o cuidado de conversar com o filho sobre seus sentimentos.
“E isso faz toda a diferença”, complementa.

Esse cuidado ajuda a formar seres humanos mais empáticos com as emoções alheias e também a se desenvolverem com mais autoconhecimento, o que contribuirá para uma personalidade mais equilibrada.

Apesar de existir dores com fundo emocional, é importante lembrar que muitas vezes não é só isso. Sempre procure um médico, ok? 🙂

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Foto gentilmente cedida por Mila Motomura

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